O Torneio Rio-São Paulo de 1999 termina hoje com um clássico digno de uma grande competição. Santos e Vasco fazem a segunda partida da decisão no Morumbi, a partir das 21h40.
Por ter vencido o primeiro jogo, no Maracanã, por 3 a 1, o time carioca entra com a vantagem do empate, e pode perder até por diferença de um gol.
Ao Santos resta vencer por três gols de vantagem para conquistar o título ou pelo menos derrotar o rival por dois gols de diferença e levar a decisão para a disputa por pênaltis.
Vencer o Vasco é exatamente o que a equipe santista não conseguiu no Rio-São Paulo até aqui. Além do jogo do último domingo, houve mais duas partidas, na fase de classificação. Na Vila Belmiro, empate em 0 a 0; em São Januário, vitória vascaína por 3 a 2, numa virada sensacional.
O Santos entra em campo com o mesmo time que perdeu no domingo. Caíco será mantido na equipe. O técnico Émerson Leão fez questão de desmentir os boatos de que Eduardo Marques teria sido vetado por problemas com o treinador.
‘‘A opção pelo Caíco é um direito do treinador. Li que o Eduardo Marques aprontou no hotel, no Rio, mas isso não é verdade. Ele é um bom garoto, mas senti que ele estava de cabeça baixa por causa da chegada do Rodrigo’’, disse Leão.
O treinador voltou a convocar os torcedores para a partida desta quarta-feira. Segundo ele, a derrota de domingo passado pode ser considerada normal.
‘‘É um clássico. Mas a vantagem agora é do Vasco. Nós temos que reverter isso, mas sabemos que o Lopes é um treinador inteligente’’, prosseguiu o treinador.
Segundo ele, o grupo está concentrado e confiante em uma vitória contra o Vasco. ‘‘Vamos com tudo. Queremos que a torcida compareça sem cometer excessos. Está certo que fomos hostilizados e apedrejados no Rio. Isso todos já sabem. Não devemos é devolver na mesma moeda.’’
Assim como o adversário, o Vasco entra para a decisão com o mesmo time que venceu o Santos no Rio. Mais uma vez, o técnico Antônio Lopes terá Zezinho, Vagner e Guilherme no banco de reservas como opções. Zezinho - autor do terceiro gol vascaíno no Maracanã domingo - assegura que os reservas estão prontos para ajudar.
‘‘Estou torcendo para que o Antônio Lopes não precise do banco de reservas. Mas se precisar estaremos confiantes.’’
Os jogadores e o treinador admitem que a equipe entra com uma ótima vantagem para chegar ao título. Por outro lado, todos fazem questão de frisar que o adversário merece respeito.
‘‘Não dá para esquecer que temos vantagem. Mas não podemos confundir tranquilidade com acomodação’’, disse o zagueiro Mauro Galvão.
O técnico Antônio Lopes lembrou que o São Paulo derrotou o Vasco no Maracanã, na primeira partida das semifinais, e acabou desclassificado em seu próprio campo. ‘‘Quarta-feira (hoje) teremos um outro jogo. Precisamos entrar como se não houvesse vantagem.’’

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