Curitiba - De acordo com o goleiro Talles, do Império do Futebol, a pessoa mais próxima do lance ilegal, o árbitro José Francisco de Oliveira teria ''sugerido'' ao auxiliar Rogério Luder que o gol do meia William teria sido legal.
''O Cidão (apelido de Oliveira) chegou para o bandeirinha e perguntou 'foi gol?' e ele respondeu 'não vi'. O Cidão perguntou de novo e o bandeirinha disse 'não sei'. Na terceira vez, o Cidão afirmou que tinha sido gol e aí o bandeirinha disse que tinha sido gol'', explicou ontem o goleiro.
Talles foi o primeiro a estranhar o gol, já que acompanhou o lance de perto e até mesmo viu a irritação de William ao errar a finalização. ''Quando veio o cruzamento, o William deu um carrinho, a bola bateu na placa e voltou, bateu na rede pelo lado de fora. O William disse 'caramba' e bateu a mão no chão. O Dênis (Marques, atacante atleticano) não disse nada. Daí, quando eu ia bater o tiro de meta, vi o pessoal indo pra cima do Cidão. Mas não tinha nem como a rede estar furada, eu mesmo tinha conferido. Todo mundo viu que não foi gol, até mesmo a torcida que estava atrás de mim dizia que não foi'', desabafou o goleiro do Império. (C.Y.)

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