São Paulo - O técnico Luiz Felipe Scolari disse que o Palmeiras precisa alterar o estatuto e aumentar o tempo de permanência do presidente. Hoje, o mandato dura dois anos. ''Se fossem quatro anos era muito bom'', afirmou em entrevista para a ESPN Brasil. ''O primeiro ano, quem entra, tem que arrumar tudo. Lá eles se unem para entrar e depois se dividem... Até 2099, vai ter briga política no Palmeiras, é um inferno'', completou.
Felipão deixou claro, porém, que hoje não se mete mais em disputas internas, deixando a função para César Sampaio e Galeano, ex-jogadores que ocupam cargos na diretoria do futebol. ''Hoje eu só vejo futebol, não brigo com ninguém. Antes eu tinha problema com A, B ou C'', afirmou.
No começo do ano, o treinador se cansou da eterna guerra política que vive Palmeiras e virou ''apenas'' treinador de futebol.
Deixou de ser presença frequente nas reuniões com a diretoria e parou de tentar resolver assuntos que não dizem respeito ao campo, à tática ou à escalação do time.
Sua rotina passou a ser de dar treinos, montar o time e fazer substituições. Até a frequência de entrevistas do treinador diminuiu.
Ao longo de 2011, Scolari se desentendeu com alguns diretores, com jogadores como Valdivia e Kleber e até com parte da torcida.
No fim da janeiro, Felipão soube pelo jornal Folha de S.Paulo que a diretoria cobraria apenas dele os resultados, já que entendia ter contratado todos os reforços pedidos pelo treinador.
Reagiu com sua última declaração polêmica: ''Se estão insatisfeitos, façam como fizeram com Vanderlei (Luxemburgo) e Muricy (Ramalho): me mandem embora.''
Na ocasião, o presidente Arnaldo Tirone recuou, os resultados apareceram, e a guerra política no Palmeiras deixou de ter o treinador como personagem.

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