São Paulo - Depois de passar meses ouvindo só críticas, os atacantes são-paulinos finalmente começam a dividir os elogios com os companheiros da zaga. O time, que já chegou a ostentar o pior ataque do Brasileirão, agora está em quarto lugar no quesito, com 36 gols marcados. E no segundo turno, a equipe conta com a maior artilharia da competição, com 12 gols em quatro jogos: média de três gols por partida. A defesa continua sendo a melhor da história do Brasileirão, com média de 0,3 gols sofridos por partida.
''A vantagem é que eu estou aqui faz tempo e conheço os jogadores. E insisto neles. Na época em que a gente estava marcando poucos gols, todo mundo pedia para mandar esse embora, tirar aquele. Nessas horas é muito fácil achar culpados. Difícil é após uma derrota continuar acreditando no jogador, chamar ele, conversar'', explica Muricy Ramalho. ''Mas o que pouca gente vê é a movimentação deles, a marcação. O Aloísio é um dos jogadores que mais roubam a bola. O Leandro se movimenta muito. Eles também são muito responsáveis por termos a melhor defesa'', destacou o treinador.
Para Muricy, grande parte da melhora do ataque se deve aos reservas, que deram conta do recado enquanto Dagoberto e Aloísio ficaram quase um mês fora por contusão. ''O Borges entrou e fez muitos gols. O Leandro e o Tardelli também. O time continuou ganhando e quando o Dagoberto e o Aloísio voltaram, se encaixaram bem.''
Dagoberto, aliás, parece estar reencontrando a forma do Atlético-PR. Nos últimos três jogos, o atacante marcou contra o Náutico, iniciou a jogada do gol contra o Palmeiras e marcou dois na goleada de sábado contra o Paraná, no Morumbi. ''É um jogador que ficou dois anos parado e é lógico que iria demorar um pouco para ganhar ritmo. Agora ele está acertando os passes, jogando coletivamente'', avalia Muricy.

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