Atacantes marcaram apenas 30% dos gols do Londrina
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segunda-feira, 01 de junho de 2015
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
O empate sem gols diante do Juventude trouxe à tona a principal deficiência do Londrina na temporada 2015: o baixo número de gols marcados e a ineficiência dos atacantes ao longo do ano. Com o 0 a 0 no domingo, o Tubarão perdeu o 100% de aproveitamento na Série C, mas permanece dividindo a liderança do grupo B com o Tupi-MG, ambos com sete pontos.
Somando as partidas do Campeonato Paranaense, da Copa do Brasil e da terceira divisão do Brasileiro, o LEC fez 22 jogos oficiais até aqui e marcou apenas 20 gols. Uma média de 0,90 gol/jogo. Desse total, os atacantes balançaram a rede somente seis vezes, o equivalente a 30% dos gols assinalados pelo alviceleste.
Entre os atacantes que marcaram, apenas Wéverton, que fez dois no Paranaense, continua no elenco. Hiago, que balançou a rede duas vezes também no Estadual, e Arthur e Paulinho, um gol cada, já deixaram o clube.
Sem o faro de gol dos atacantes, a defesa e o meio-campo têm garantido as vitórias do alviceleste. O capitão Dirceu e o volante Germano são os artilheiros do time com três gols. O meia Rone Dias, que também já deixou o LEC, fez outros três. Dirceu marcou dois gols no Paranaense e um na Série C, já Germano fez dois na estreia do Brasileiro contra a Portuguesa e havia marcado um no Estadual.
Além do zagueiro e do volante, o meia Zé Rafael marcou o outro gol do Londrina até aqui no Nacional.
Em virtude do baixo aproveitamento do sistema ofensivo no Paranaense, o ataque foi o setor mais modificado para o Brasileiro e ganhou seis reforços: Patrick, Vinícius, Quirino, Magno, Gustavo Xuxa e Edmar. Do Paranaense foram mantidos apenas Wéverton e Neílson.
O técnico Claudio Tencati confia na qualidade dos atacantes que chegaram ao clube para a Série C e acredita ser questão de tempo para que eles possam dar alegria ao torcedor. "Eu confio nos que chegaram, porque são bons jogadores. Só que eles vão aos poucos buscando a melhor forma, o equilíbrio e a ousadia. Alguns ainda estão com receio e por isso passar confiança neste momento é importante para que eles possam crescer. É hora de apoiar, mas também cobrar já que o campeonato é muito difícil", afirmou o treinador alviceleste, após a partida de domingo.
Para aumentar a eficiência ofensiva, Tencati cobra um melhor aproveitamento nas chances criadas. "Faltou chutar mais. Temos trabalhado com muitas bolas intermediárias e querendo chegar muito próximo ao gol. É preciso aproveitar as chances de gol, como no jogo contra a Portuguesa, onde aproveitamos duas bolas parada. Contra o Juventude isso não aconteceu", apontou.


