Atacantes do Corinthians alternam altos e baixos
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segunda-feira, 28 de julho de 2008
Agência Estado 
São Paulo - Os corintianos vivem em eterna dúvida sobre a dupla de ataque formada por Dentinho e Herrera: eles se completam ou um ofusca o outro? Sempre que um está em bom momento, o outro amarga período de instabilidade. Neste sábado, diante do Criciúma, no Pacaembu, eles farão o 30.º jogo juntos desde o início - foram outros cinco com o argentino entrando no decorrer das partidas - e completarão seis meses de parceria.
No período, o time balançou as redes adversárias 83 vezes (em 45 jogos), com 31 colaborações da dupla: 17 do prata da casa e 14 do argentino. Ou seja, de cada 3 gols da equipe, um vem dos pés de algum deles. Mas há um detalhe curioso e que o técnico Mano Menezes vem fazendo de tudo para acabar: eles dificilmente conseguem marcar nos mesmos jogos. Tiveram tal sorte apenas diante de Barras (6 a 0) e Sport (3 a 1), ambos na Copa do Brasil.
''Eu não penso em artilharia. Dar um passe para gol, para mim, já vale muito'', afirma o argentino Herrera. Até sábado, com os seis gols na Série B, ele era o goleador Alvinegro. Acabou superado por Dentinho que, com os dois anotados sobre o Paraná (2 a 0), agora soma sete na competição. ''Nosso pensamento é, apenas, em ajudar o Corinthians. Independentemente de quem marque gols, o que vale é a equipe ganha'''', diz, agora aliviado, Dentinho.
Nos últimos duelos do Corinthians, Dentinho beijou os punhos (sua forma de comemorar os gols) sete vezes. Já o número sete para Herrera, ultimamente, não traz boa lembrança: significa o número de partidas sem marcar. Pela segunda vez no ano ele amarga um jejum assim. Ficou de 20 de fevereiro até 30 de março só vendo os companheiros, principalmente Dentinho, fazerem festa.
Quando o argentino desencantou, a cria corintiana empacou. De 23 de março (fez no 1 a 0 sobre o Rio Claro) até desencantar em 4 de junho (3 a 1 no Sport, na ida da decisão da Copa do Brasil, no Morumbi), Dentinho só marcou nos rachas do videogame. Em campo, foram 13 jogos de penúria.
Os números mostram que Mano Menezes não tem tanta certeza ao garantir que ''a dupla se completa''. Outra mostra real da dúvida do treinador está no posicionamento em campo. Quando Dentinho não marcava, a justificativa era porque estava jogando mais como um ponta. Agora, com os papéis invertidos, e Herrera em jejum, é por causa da proximidade de Dentinho na área e a escalação do argentino mais nas beiradas do campo.


