Atacantes desencantam e São Paulo bate Santos
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domingo, 24 de junho de 2007
Luiz Antônio Prósperi<br> Agência Estado 
Santos - O São Paulo despertou no Campeonato Brasileiro e se credenciou, ontem, a forte candidato ao título, com a vitória por 2 a 0 contra o Santos, na Vila Belmiro. Não é exagero. Tudo bem que estamos ainda na sétima rodada, mas o time da capital paulista provou que pode ir longe com a força do seu elenco. Bem diferente dos santistas, ainda em fase de remontagem após a queda nas semifinais da Libertadores da América.
A diferença entre os dois gigantes no clássico ficou evidente tão logo as escalações foram anunciadas no serviço de som da Vila. De um lado, um São Paulo com um time forte no campo e um banco de muitas alternativas. Do outro lado, um Santos remendado e um punhado de garotos na reserva.
Não fosse por esse simples e importante detalhe, Muricy Ramalho também fez tudo certo. Armou sua equipe com três zagueiros, dois volantes impetuosos e de fôlego (Hernanes e Richarlyson) e liberou os alas Ilsinho e Jorge Wagner, sem falar na liberdade que deu a Dagoberto para se movimentar pelo ataque. E ainda fixou Aloísio, como parede, entre Domingos e Adailton.
Vanderley Luxemburgo apostou no 4-4-2. Nesse esquema, os laterais Alessandro e Carlinhos não puderam sair para o ataque. Ficaram presos lá atrás na tentativa de conter Ilsinho e Jorge Wagner. Os volantes também não puderam sair, preocupados com a constante movimentação de Dagoberto e a chegada de Hugo.
Lá na frente, Pedrinho e Cléber Santana, bem marcados por Hernanes e Richarlyson, não conseguiram criar. E Renatinho e Marcos Aurélio foram anulados, sem nenhum esforço, pelos três zagueiros de Muricy.
Quando o Santos pensou em se arrumar, já perdia por 2 a 0 - gols de Aloísio, (que não marcava desde 25 de abril quando fez um no empate por 2 a 2 contra o Audax no Morumbi) e Dagoberto - que fez o primeiro gol com a camisa do São Paulo depois de dois meses sem ir às redes. Gols que saíram aos 20 e 40 minutos da primeira etapa.
Luxemburgo ainda tentou por ordem na cada com a troca do volante Adriano, machucado, pelo jovem atacante Wesley. O treinador queria jogar com três atacantes para explorar as descidas de Ilsinho e Jorge Wagner e abrir a zaga do adversário. Não deu certo.
No segundo tempo, Luxemburgo voltou com Moraes no lugar de Renatinho, para jogar enfiado entre os três zagueiros. O time cresceu e passou a pressionar em busca do primeiro gol.
E poderia ainda se fortalecer com a expulsão de Hugo, por reclamação contra o árbitro, aos 16 minutos. Mas, aos 21, o zagueiro Adailton deu uma entrada violenta em Breno e também levou o cartão vermelho.
Consciente da sua força e entendendo que o clássico estava liquidado, o São Paulo apenas preservou seu território com forte marcação. Abdicou até mesmo de um contra-ataque mais agudo com Dagoberto. Gastou o tempo como convém a um time consciente de que pode ir longe neste Brasileiro. Ontem, na Vila, pode ter dado o primeiro passo rumo ao bicampeonato.
EM SANTOS
Santos 0
Fábio Costa; Alessandro, Domingos, Adaílton e Carlinhos; Adriano (Wesley), Rodrigo Souto, Cléber Santana e Pedrinho; Renatinho (Rodrigo Tabata) e Marcos Aurélio (Moraes). Técnico: Vanderlei Luxemburgo
São Paulo 2
Rogério; André Dias, Breno e Miranda; Ilsinho, Hernanes, Richarlyson, Hugo e Jorge Wagner; Dagoberto (Marcel) e Aloísio (Leandro). Técnico: Muricy Ramalho
Árbitro: Paulo César de Oliveira (SP)
Estádio: Vila Belmiro
Expulsões: Adaílton e Hugo
Gols: Aloísio aos 21 e Dagoberto aos 41 minutos do 1º tempo


