Atacantes continuam isolados
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segunda-feira, 17 de junho de 2002
Agência Folha 
Kobe - Mais do que qualquer jogo do Brasil na Copa, o duelo com a Bélgica evidenciou o fosso que há entre a zaga e o ataque da seleção. A falta de um armador nato no meio-campo fez com que os atacantes ficassem isolados, e a defesa, sobrecarregada, sem oportunidade para sair tocando a bola.
Era comum ver um atleta brasileiro receber a bola, olhar para o lado e, sem opção para trabalhar uma jogada pelo chão, tentar um passe de longa distância. Se, no primeiro tempo, Edmilson jogou como volante e tentou armar, no segundo atuou como líbero. Em ambos os casos, porém, não conseguiu ser o elemento-surpresa, missão que Luiz Felipe Scolari havia lhe dado.
Tampouco o meia Juninho, novamente pouco objetivo, conseguiu criar jogadas. O atleta foi o que mais perdeu bolas enquanto esteve em campo sete vezes. Na etapa final, Scolari tentou abrir o jogo para as pontas, com a entrada do atacante Denílson, mas a alteração acabou por desguarnecer o meio-campo.
O saldo da mudança foi o aumento da pressão da Bélgica. A contrapartida ofensiva também não veio: Denílson conseguiu superar Juninho em perdas de bola, com o desperdício nove vezes. Atleta com características que poderiam resolver a deficiência no meio-campo e que é classificado por Scolari como um jogador que pensa, Ricardinho preferiu não polemizar. Continuo à disposição. O importante é que o time soube aproveitar as chances. Daqui em diante, as equipes vão marcar muito, e teremos que atuar com paciência para vencer, disse.


