Atacante propõe rescisão
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quinta-feira, 11 de janeiro de 2001
Agência Folha De Brasília 
Ronaldinho afirmou ainda, durante o seu depoimento à CPI da CBF/Nike que, se fosse a Nike, rescindiria o contrato de US$ 200 milhões que a empresa mantém com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pelo prazo de dez anos. Segundo ele, a medida iria impedir que a patrocinadora continue sendo vista como suspeita nos investimentos que faz no Brasil. Eu não teria dúvida em rescindir esse contrato e sair do País, garantiu.
Para ele, a iniciativa não representaria muito em relação aos investimentos que a Nike faz em todo o mundo. Não me lembro de ter visto um contrato tão bom, defendeu. Pouco depois, ele caiu em contradição, ao informar que não conhece os termos desse acordo com a CBF.
O atacante também foi incoerente com outras afirmações. Ele constatou que o futebol brasileiro está bem atrás do futebol europeu em termos de organização e profissionalismo, numa crítica aos dirigentes. Ainda assim, elogiou o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, dizendo que ele é um grande dirigente.
Ronaldinho deixou claro que não quer assumir uma posição com relação às denúncias investigadas pelas CPIs. Ele disse que nunca soube de casos concretos de passaportes falsos, nem da existência de caixa dois na venda de jogadores. Também negou ter conhecimento do esquema que resultaria na convocação de jogadores pela seleção brasileira para valorizar o valor do passe. Não conheço, afirmou. Sei que existo porque acompanhei pela tevê.


