Atacante do Londrina desabafa sobre comportamento da equipe
"A gente tem que não só honrar o clube, mas também os nossos nomes", disparou Guilherme Cachoeira
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terça-feira, 03 de novembro de 2026
"A gente tem que não só honrar o clube, mas também os nossos nomes", disparou Guilherme Cachoeira

O desabafo do atacante Guilherme Cachoeira chamou a atenção após mais uma derrota do Londrina na Série B do Campeonato Brasileiro. No domingo (1), o Tubarão perdeu por 3 a 1 para o já rebaixado América-MG, no VGD (Vitorino Gonçalves Dias), e ampliou a sequência de resultados negativos após ter a queda para a Série C confirmada.
Contratado para a reta final da competição, Cachoeira disputou apenas seis partidas pelo LEC. O atacante teve poucas oportunidades de atuar em razão de lesões e também de questões pessoais. Após a partida, demonstrou frustração com o rebaixamento e criticou a postura da equipe dentro de campo. Segundo ele, os jogadores precisam honrar não apenas a camisa do clube, mas também a própria trajetória profissional.
"É frustrante, não só pelo rebaixamento, que é muito triste, mas pela forma como a gente se comporta diante dessa situação. A gente tem que, como eu disse no jogo passado, não só honrar o clube, mas também os nossos nomes e aquilo que a gente ama fazer. Desde que começamos a jogar futebol, fazemos isso por paixão, por amor. E, quando vamos a campo com esse sentimento, entregamos o máximo. Está faltando isso. Independentemente da situação do ambiente ou do momento que o clube vive, temos que honrar quem nos honra, que é o Londrina, e também respeitar nosso próprio nome e nossa história", afirmou.
Emprestado pelo Guarani até o fim da Série B, Cachoeira ainda não sabe onde vai jogar na próxima temporada. A tendência é que retorne ao clube paulista, que também disputará a Série C do Campeonato Brasileiro em 2027, além do Campeonato Paulista.
O atacante também reconheceu o apoio recebido da torcida alviceleste, mas avaliou que o desempenho da equipe não correspondeu ao carinho demonstrado pelos torcedores. Ele afirmou que os protestos precisam ser ouvidos pelos jogadores e defendeu uma reflexão sobre a responsabilidade de vestir a camisa do Londrina.
"Eu senti um carinho muito grande da torcida, mas, quando esse carinho não é correspondido dentro de campo, com determinação e vontade, a torcida faz o que vem fazendo, que é protestar. E a gente não tem que fazer nada além de baixar a cabeça, escutar e refletir. Não só quem vai ficar aqui para o ano que vem. Eu não sei qual será minha situação, não sei o que o clube quer, mas quem ficar tem que continuar honrando a camisa do Londrina, independentemente do momento. Acho que isso é uma forma de respeito e compromisso. Temos que honrar quem nos honra também", completou.


Matheus Camargo
Jornalista


