São Paulo - Depois de contratar 11 reforços, o presidente Juvenal Juvêncio ainda queria mais um atacante para encerrar o ciclo de renovações no clube e fechar o elenco. Mas não conseguiu. O São Paulo viu ontem a sua empreitada ir por água abaixo. A última investida para contratar o atacante Diogo esbarrou na mudança de postura dos dirigente do Olympiakos, dono do contrato do ex-jogador da Portuguesa.

Primeiramente, os gregos pediram 200 mil euros (R$ 498 mil) pelo empréstimo até o fim da Copa Libertadores e com a possibilidade de prorrogação até dezembro. Juvenal relutou em abrir o cofre, mas se rendeu ao talento do atleta e aceitou pagar. O negócio seria fechado ontem mesmo, a tempo de ele ser inscrito no Campeonato Paulista.

Ocorre que antes de o martelo ser batido, os dirigentes do Olympiakos resolveram dobrar a pedida, exigindo 400 mil euros (R$ 996 mil). Aí Juvenal trancou o cofre de novo. O dirigente chegou à conclusão de que era um custo alto demais para ficar tão pouco tempo com o atacante.

Assim, o técnico Ricardo Gomes continuará com os seis atacantes que já fazem parte do elenco. Além de Washington e Marcelinho Paraíba, titulares nas últimas partidas, ele conta com Dagoberto, Fernandinho, o garoto Henrique e ainda Roger.

Plano A

Diogo, na verdade, era o plano B da diretoria para reforçar o setor. O sonho sempre foi Fernandão. A negociação não deu certo porque o Goiás fez um pedido fora da realidade, segundo disseram os dirigentes são-paulinos.

Os goianos pediram Carlinhos Paraíba, Léo Lima, Fernandinho e Renan por empréstimo até o fim do ano - com salários pagos pelo São Paulo - e mais R$ 3 milhões. O clube tricolor ofereceu Renan, Roger, Adrián González e André Luís - sem pagar os salários - e mais R$ 1 milhão parcelados em 10 prestações.

Diante da postura irredutível dos dirigentes do Goiás, Juvenal decidiu esperar até junho, quando poderá assinar um pré-contrato com Fernandão.

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