São Paulo, 9 (AE) - Parecia roteiro de filme para público juvenil, típico que passa na televisão à tarde. Aos 30 minutos do segundo tempo Muricy fala no ouvido do jogador mais emburrado no banco de reservas. ''Vai lá e decide o jogo para mim'', pede. Um minuto depois, Warley recebe de Marcelo Mattos e faz 2 a 1 para o São Caetano. Aos 47 minutos, o atacante reserva abraça a bola quando é marcado pênalti em Mineiro. Justo no time que marcado por tremer nas decisões. Cobra com raiva e faz 3 a 1. ''Passou um filme na minha cabeça: vou entrar e decidir esse jogo. E fiz os gols que deixou o São Caetano pertinho do título. Corrigi a injustiça que foi eu estar no banco de reservas. Estava jogando bem. Fiz gol contra o Santos na Vila e fui tirado da equipe na partida do ABC. Não entendi, mas esta aí a resposta'', desabafava Warley.
Warley misturou alegria com muito ironia para falar sobre a sua relação com Muricy. ''Além de mim, pode jogar o Euller, o Somália, o Lúcio Flávio na próxima partida. Eu vou tentar não me animar muito. Fiz um gol no Santos e fui para o banco. Hoje fiz dois se for seguir a regra, vou acompanhar a partida na arquibancada.''

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