O apoiador César Sampaio disse ontem que Ronaldinho estava sob efeito de medicamentos que tomou ainda na França ao chegar ontem de manhã a Brasília. Ronaldinho, que passou mal antes da final da Copa do Mundo, chegou bastante abatido. Cambaleante, apoiou-se no corrimão da escada para descer do avião MD-11 da Varig, que transportou a Seleção.
De acordo com Sampaio, Ronaldo tomou os remédios depois do jogo. Além disso, afirmou que o atacante ainda sentia o desgaste da partida em que o Brasil foi derrotado pela França por 3 a 0. Sampaio reforçou a versão da comissão técnica, segundo a qual Ronaldinho teve uma convulsão na tarde de domingo e, ao chegar ao estádio a poucos minutos do início da partida, pediu para jogar. ‘‘Ele falou que estava bem para jogar, que queria jogar.’’
Na alfândega, Ronaldinho chegou a sentar-se na esteira de bagagem e só saiu quando colegas pediram para ele se levantar. No Palácio do Planalto, acenou timidamente para funcionários públicos e jornalistas.
O médico da Seleção, Lídio Toledo, voltou a negar que tenha havido pressões do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, pela escalação de Ronaldinho. ‘‘Ele só jogou porque estava bem e queria jogar. Fez exames neurológicos, tomografia, ressonância, eletro, foi ao cardiologista, fez eletrocardiograma, exame clínico, e não deu nada’’, afirmou. ‘‘Foi estresse emocional, um rapaz de 21 anos com uma carga muito grande emocional.

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