São Paulo - O Twitter já começou a trazer dor de cabeça para os clubes. Um exemplo disso ocorreu recentemente no Botafogo durante a Taça Guanabara. Após um jogo contra o Olaria, no Engenhão, em janeiro, o atacante Caio escreveu em seu perfil: ‘‘É f... Um sol pra cada um hoje, e eu tendo que acompanhar lateral... Chateado demais... m...!!’’, relatou, reclamando do técnico Joel Santana.
Após o mal-estar criado, a diretoria alvinegra proibiu o elenco de publicar qualquer comentário em redes sociais sobre o ambiente de trabalho do clube. ‘‘Tudo mudou, até o futebol mudou. O Caio poderia ter dito isso numa entrevista. Mas, na entrevista, alguém poderia proibi-lo. No Twitter, ele achou que estava se protegendo, pois achou que ali não havia imprensa. Mas (a informação) do Twitter vai para a imprensa também. Então, é como se ele tivesse dado entrevista para os jornalistas. Os clubes vão ter de se adequar a isso’’, comentou o sociólogo Ronaldo Helal. ‘‘Daqui a pouco, vai ter assessor de imprensa para orientar o que não pode ser dito no Twitter. Vai acabar sendo uma censura’’, emendou. ‘‘O jogador tem de ter cabeça. Se colocar alguma coisa de cabeça quente, o dirigente vai acabar sabendo, vai sair na imprensa e rodar o mundo’’.
Os jogadores também sofrem com os twitters falsos, pois os fãs se passam por eles e muitas vezes os atletas têm de esclarecer e corrigir a informação divulgada. ‘‘Isso foi o principal problema para fazer a pesquisa. Tem muita conta que é de fã que tenta se passar pelo atleta. A parte ruim da internet é que nunca se sabe exatamente quem está do outro lado’’, comentou a pesquisadora Andressa Rufino. (B.L./A.E.)

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