Atacante Adhemar vira atração em uma padaria
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quinta-feira, 18 de janeiro de 2001
Agência Estado De São Caetano do Sul 
Dá para imaginar o Romário, sem nenhum segurança por perto, comendo um sanduíche de pão com queijo e ovo e tomando uma vitamina mista numa padaria em frente ao estádio de São Januário às vésperas de uma final de campeonato? Pois o atacante Adhemar, que, ressalvadas as diferenças, principalmente salariais, é o Romário do São Caetano, fez isso no início da tarde de ontem. A cena, inimaginável para intocáveis estrelas como o artilheiro vascaíno, aconteceu na padaria Nova Yorque, localizada bem em frente ao estádio Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul.
Rodeado por torcedores mais interessados em reclamar com o atacante da falta de organização dos dirigentes do clube na distribuição dos ingressos para o jogo do que em pedir autógrafos Adhemar entrou na padaria, sentou-se no primeiro banco vazio que viu pela frente e pediu para o balconista, o seo Silas, um misto quente com ovo frito e uma vitamina.
Enquanto esperava o chapeiro preparava o lanche, ouviu palavras de incentivo para o jogo de hoje e muitas reclamações. Ô Adhemar, vê se dá um jeito para mim. Estou aqui desde de manhã e até agora não consegui ingresso, dizia um sujeito visivelmente alcoolizado, berrando no seu cangote. Calmo, Adhemar prometia interceder junto à diretoria para agilizar a distribuição das entradas.
Enquanto mastigava o pão com queijo e ovo, Adhemar garantiu que o time não perdeu a motivação para a decisão. A equipe está motivada. A gente não está falando muito para não gastar energia à toa. O importante é entrar no jogo e arrebentar, afirmou, avisando que disputa a decisão. Vou jogar sim, disse, antes de pagar a conta (R$ 4,80, que pagou com uma nota de R$ 10,00) e entrar no ônibus que levou os jogadores para o aeroporto de Congonhas.
Recepção no Rio Quando a equipe do São Caetano chegou ao Rio, ontem à tarde, no Aeroporto Santos Dumont, o presidente do clube, Nairo de Souza Ferreira, cedeu 10 mil ingressos para a Associação de Torcidas do Organizadas do Flamengo (Artofla). Por isso, o esquema de segurança de policiamento será reforçado para evitar confrontos. Cerca de 50 torcedores do Flamengo estiveram no Aeroporto Santos Dumont, centro do Rio, para receber o time do ABC.


