O principal produto de marketing da Malwee Futsal - que jogou um amistoso em Londrina na sexta-feira - são os seus jogadores, que, por serem famosos, tornam a marca da empresa conhecida no Brasil e no exterior. Os títulos acabam sendo simplesmente uma consequência da reunião desses craques num mesmo clube.
Quem afirma é o supervisor e responsável pelo marketing esportivo da equipe, Kleber Rangel, um carioca que se mudou há oito anos para Jaraguá do Sul (SC) para profissionalizar a gestão do futsal da Malwee. Sua experiência anterior foi no Vasco da Gama, onde trabalhou com esportes olímpicos de 1994 a 2001.
Quando Rangel foi para a Malwee o clube tinha menos de um ano de existência, mas já contava com craques na época, como Manoel Tobias, Cacau, Euler, Mike e o goleiro Franklin, que depois de idas e vindas ao exterior, está de novo na equipe catarinense. ''Eles já tinham um grande elenco, mas faltava um projeto para alavancar e profissionalizar a gestão do futsal. Por isso o (Fernando) Ferreti (técnico), que já havia trabalhado comigo no Vasco, me chamou'', relatou Rangel, que tem formação em Administração, Marketing e Educação Física.
Ao chegar na Malwee, os pilares em que se baseou foram ''organização e planejamento''. ''Só assim você consegue dar profissionalismo para a equipe em todos os setores e com isso consegue também trazer os melhores jogadores. E a presença deles em quadra é o que vai agregar torcida no ginásio, aumento da receita e maior visibilidade na mídia à medida que o time vai ganhando títulos'', comentou. Rangel deixa claro que a equipe catarinense (atual tricampeã brasileira) é gerida como uma empresa: ''Ela tem que dar lucro e retorno ao patrocinador, que opta por continuar investindo''.
O marqueteiro informa que a equipe tem apenas um patrocinador - a Malwee Confecções, que paga os salários do elenco estrelado - e reforça a receita com venda de produtos licenciados e bilheteria nos ginásios. ''É uma boa fonte de renda (ingressos). Já colocamos mais de 8.500 pessoas na nossa arena lá em Jaraguá e a média de público por jogo é de pelo menos 4 mil''. Embora a folha de pagamento seja elevada, Rangel defende que o retorno de mídia da empresa é muito maior. ''Tendo uma equipe de ponta com atletas de seleção, criamos um atrativo para o público e para a tevê. Em 2008 a Malwee teve 35 jogos ao vivo na televisão. Isso multiplicado por duas horas por partida é muito dinheiro'', analisa.
Ninguém no clube revela o orçamento ou os salários dos atletas, mas Rangel diz que alguns ganham menos de R$ 5 mil. ''Eles não estão aqui só por causa do salário, que na Europa poderia ser maior. O que querem é estar numa equipe campeã que projete a carreira e o currículo deles'', concluiu.

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