Astros em momentos opostos
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quinta-feira, 02 de abril de 2009
Luis Augusto Monaco<br>Agência Estado 
Porto Alegre - Dois craques do Milan deixaram Porto Alegre com semblantes e sentimentos bem diferentes. Kaká ficou exultante por ter jogado os 90 minutos da vitória brasileira sobre o Peru pelas Eliminatórias da Copa e só parou de dar entrevistas quando o supervisor da CBF, Américo Faria, o puxou para dentro do ônibus por volta de 1 hora de ontem - ele foi o último a entrar no veículo. Já Ronaldinho Gaúcho atravessou o corredor formado por jornalistas, depois do jogo vencido pelo Brasil por 3 a 0, sem falar com ninguém.
Kaká sente-se curado da lesão no pé esquerdo que o atormentou por seis semanas e faz planos de jogar todos os minutos que lhe restam na temporada - a começar por domingo, quando o Milan enfrenta o Lecce, em casa, pelo Campeonato Italiano. ''Minha intenção é jogar os 90 minutos domingo. E como o Milan só disputa o Campeonato Italiano e entra em campo uma vez por semana, terei condição de me preparar bem para todas as partidas'', afirmou o astro.
Em junho, Kaká faz questão de passar o mês inteiro com a Seleção Brasileira, que terá jogos com Uruguai e Paraguai pelas Eliminatórias e, depois, ainda disputa a Copa das Confederações. E mandou um recado aos que duvidam de seu comprometimento com a camisa do Brasil. ''Acho que o esforço que fiz para jogar aqui mostra o quanto gosto de defender a Seleção'', avisou.
Ronaldinho Gaúcho, que na véspera da partida já havia evitado os jornalistas, acusou o golpe de ter jogado só 15 minutos em sua cidade, cumprindo um papel secundário na vitória brasileira sobre o Peru. E, diferentemente de Kaká, ainda terá de lutar para reconquistar espaço no Milan, onde não passa de um coadjuvante, apesar do milionário salário e da fama de grande astro do futebol mundial.


