Pequim - Prata em Atenas-04, o nigeriano Francis Obikwelu sai pela tangente. ''O Gay não está tão forte. Acho que fica entre Bolt e Asafa''. Adversário de Bolt na eliminatória inicial e de Asafa na segunda, o brasileiro Vicente Lenilson considera o primeiro mais forte. Para o canadense Anson Henry, Gay será ouro. ''Nestas corridas, ele brilha.''
Opiniões diferentes de atletas que ontem, em Pequim, competiram ombro a ombro com os três astros da prova mais nobre do atletismo. Que são uma amostra da imprevisibilidade da final dos 100 m. Mas com uma imprecisão, no fim. Porque nunca o esporte assistiu a uma corrida como esta.
Nunca a prova que é a essência da velocidade reuniu homens tão velozes. Nunca, mesmo quando novatos, os três dividiram uma pista. E, difícil de aferir, mas fácil de sentir, nunca o atletismo esperou tanto a quebra do recorde mundial.
As razões para isso, Tyson Gay, Asafa Powell e Usain Bolt. Que às 9h05 (de Brasília) começam a correr as semifinais dos 100 m. E que, salvo uma calamidade olímpica, se enfrentarão pelo ouro às 11h30.

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