Berlim - A revolução está no ar na Copa do Mundo: França, Holanda e Sérvia e Montenegro são algumas das equipes que têm jogadores revoltados. Com o estresse à flor da pele, alguns técnicos têm de lutar contra arriscadas divididas que ameaçam arrasar com suas campanhas no torneio.
  Depois que a França empatou com a Suíça em 0 a 0, o atacante David Trezeguet deu um piti, questionando as táticas do técnico Raymond Domenech. ‘‘Quando se tem jogadores como os da França, tem que atacar, sem pensar, tem que atacar, temos todas as qualidades para isso’’, declarou o atacante da Juventus.
  Os holandeses também estão revolucionando: Arjen Robben, que fez o único gol da vitória contra a Sérvia e Montenegro, foi criticado por seu companheiro Robin van Persie, para quem o atacante do Chelsea fez um jogo muito individualista. ‘‘Devemos jogar em equipe. Esperamos disputar mais seis partidas neste torneio e Robben não pode fazer isto sozinho’’, disse Van Persie.
  Na Suécia, onde o ambiente não deve ser muito bom depois do empate sem gols contra Trinidad e Tobago, dois jogadores brigaram no vestiário. A imprensa sueca citou o mal-entendido entre Olof Mellberg e Freddy Ljungberg.
  As esperanças da Sérvia e Montenegro sofreram um duro revés com a lesão do zagueiro do Manchester United Nemanja Vidic, o que agrava ainda mais o mal-estar criado pelo suposto nepotismo do técnico e sua questionada tática. O capitão e atacante Savo Milosevic também ficou furioso ao ser substituído na derrota para a Holanda. ‘‘Não tenho nenhum comentário a fazer, perguntem a Petkovic’’, disse irritado.
  Além disso, o Togo enfrenta problemas pela questão dos prêmios reivindicados pelos jogadores. A rebelião não parece estar no fim nesta Copa.

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