São Paulo - Um dos líderes do elenco do Palmeiras, o volante Marcos Assunção não concordou com o disque-denúncia criado pela principal organizada do clube com o objetivo de vigiar os jogadores que vão para a balada.
''É um meio de encontrar os atletas que saem, mas a torcida precisa entender que temos nossa vida fora do Palmeiras. Nós somos seres humanos e não podemos pensar só no trabalho. É claro que eu não vou sair na véspera ou próximo do dia do jogo. Mas até mesmo o Felipão fala para a gente sair um pouquinho, não vejo problema nisso, desde que seja com cuidado e sem abusos'', declarou Marcos Assunção.
O volante já enfrentou problemas com a organizada após defender o companheiro Luan, constantemente criticado pela torcida. ''É página virada. Já é um assunto que foi resolvido entre a gente. Não adiantava ficar levando isso para frente. Se não tiver união, jamais alcançaremos nossos objetivos de chegar à Libertadores e brigar por títulos. Na quarta-feira, a torcida incentivou o tempo todo e nós sentimos isso em campo. É assim que deve ser. Jogamos tranquilos e é importante existir esse respeito entre torcedor e jogador'', acrescentou o jogador após a vitória sobre o Figueirense por 1 a 0.
Com a vitória sobre o Figueirense, o Palmeiras ocupa a quarta colocação, com 22 pontos - seis a menos do que o líder Corinthians, que não atuou na rodada do meio de semana (o jogo com o Inter já havia sido realizado anteriormente em função da viagem do time gaúcho para a Alemanha).
O Alviverde volta a campo amanhã para enfrentar o Atlético-MG, no Canindé. Para este jogo, o técnico Luiz Felipe Scolari não contará com o atacante Kléber, que recebeu o terceiro cartão amarelo diante do Figueirense. E o atacante pode ficar outros jogos fora do time, já que hoje vai a julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pela suposta falta de ''fair play'' no empate sem gols com o Flamengo.

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