Associação pede renúncia do presidente da FPF
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sexta-feira, 28 de abril de 2006
Claudio Yuge<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Moura, ausente do comando da entidade desde o dia 13 de março devido a prisão por crimes fiscais, teve seu afastamento pedido pela Associação Auxílio, através de ação civil pública. O advogado de Moura, Vinícius Gasparini, vai questionar a notificação.
A ação partiu da associação presidida por Rodrigo Adeodato e pede a renúncia do presidente pelo simples fato do dirigente estar preso, ausente de suas funções. A intimação, expedida pela 17ªVara Cível, aconteceu na quinta-feira e Moura a recebeu no Centro de Observação e Triagem (COT), em Curitiba, onde atualmente está detido devido aos crimes de formação de quadrilha, sonegação fiscal e falsidade ideológica. O interino, Jorge Dib Sobrinho, também responderia o processo, mas não foi encontrado pelo oficial de Justiça para ser notificado e nem pela reportagem da Folha, para comentar o episódio.
Agora, o advogado Vinícius Gasparin terá o prazo de 15 dias para contestar a intimação. Enquanto isso, a defesa de Moura também aguarda o resultado do julgamento do habeas corpus do dirigente, que deve ser anunciado pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ªRegião na próxima semana.
O pedido de renúncia vem justamente quando vai terminando o prazo de vacância de 60 dias de Moura, que pode pedir licença do cargo após esse período, de acordo com o misterioso estatuto da FPF. Enquanto isso, os quatro vice-presidentes em atividade seguem em rodízio no comando da entidade.
Denúncia O lateral-esquerdo Marlon, ex-Foz do Iguaçu, acusou a FPF e seu ex-clube, através de carta encaminhada à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), de irregularidades na Série Prata de 2005.
Na correspondência, Marlon afirma que ele e outros jogadores teriam atuado na competição sem nem mesmo estarem registrados na FPF, o que facilitaria ao clube não pagar os salários dos atletas, sem contrato ou carteira de trabalho assinados. O Foz do Iguaçu nega as acusações.
Contas reprovadas A FPF realizou uma assembléia geral para prestar contas do exercício de 2005. A portas fechadas, a reunião teve a participação de apenas sete clubes profissionais e três representantes não concordaram com o balanço apresentado, devido a falta de documentação que comprove a contabilidade.
Atlético e dois clubes da Suburbana de Curitiba, Nacional do Boqueirão e River, reprovaram as contas e agora têm cinco dias para formalizar o questionamento sobre o balanço, através de requerimento judicial sobre os documentos que provariam o que foi apresentando em assembléia.


