Assim não dá, dizem dirigentes do São Paulo
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 28 de novembro de 2003
Eduardo Maluf 
São Paulo - O elenco do São Paulo é bem mais fraco do que parece e precisa de vários reforços para 2004, caso o clube aspire algum sucesso no futebol. A conclusão foi tirada pela própria cúpula são-paulina após a desastrosa atuação do time diante do River Plate, na noite de quarta-feira, em Buenos Aires. A derrota por 3 a 1 nem foi tanto o motivo da preocupação, mas sim a forma como os jogadores se comportaram.
O presidente Marcelo Portugal Gouvêa tomou bastante cuidado para não tropeçar nas palavras e evitou críticas diretas aos jogadores. Não conseguiu, no entanto, esconder o aborrecimento e a decepção com a equipe e voltou a falar em reformulação.
Só que de modo diferente. Até a última semana, dizia que contrataria reforços para a Libertadores. Agora, garante que, mesmo que ocorra um desastre e o time não consiga vaga na competição continental, fará várias mudanças no grupo.
''Não é um time decepcionante, mas para tentar a Libertadores ou obter um desempenho melhor, precisa de reforços, isso é inquestionável'', declarou o dirigente. ''Se nos classificarmos para a Libertadores, vamos trazer jogadores experientes. Mas, se não nos classificarmos, também vamos trazer reforços.''
Alguns dos contratados nesta temporada decepcionaram e dificilmente permanecerão no Morumbi. É o caso do lateral-esquerdo Fabiano, cujo contrato termina no fim do ano. Os volantes Adriano e Carlos Alberto estão ameaçadíssimos, assim como o atacante Rico e o zagueiro Júlio Santos. Os únicos aprovados de maneira indiscutível na equipe são Rogério Ceni e Luís Fabiano.


