Assiduidade em finais motiva mais o Palmeiras
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terça-feira, 08 de junho de 1999
Por Émerson Couto 
São Paulo, 09 (AE) - Embora o técnico Luiz Felipe Scolari ainda dê suas alfinetadas no calendário apertado do futebol brasileiro e reclame dos prejuízos ao seu clube, os atletas palmeirenses deixaram um pouco as queixas de lado. Finalistas em duas competições - Taça Libertadores da América e Campeonato Paulista - e perto de mais uma decisão - Copa do Brasil -, os jogadores esquecem o trauma da maratona de jogos e intermináveis períodos de concentração e exaltam o bom humor.
"Quando se trabalha em cima de bons resultados e vitórias, a cabeça fica boa e o astral, lá em cima", resume Zinho. No momento decisivo, ninguém quer ficar de fora também. O goleiro Marcos, por exemplo, sofreu no primeiro jogo contra o Santos pelas semifinais, quando foi poupado e substituído por Sérgio. "Fiquei desesperado, queria jogar" lembra. Para ele, os jogadores já estão acostumados a jogar sempre.
As poucas folgas ao longo da semana até viraram motivo para piadas. "Quando a gente é dispensada depois de um jogo e só volta a trabalhar na tarde do dia seguinte, dizemos que tivemos um período de férias", conta o goleiro. Hoje, porém, a principal razão das brincadeiras e gargalhadas entre os atletas foi a coreografia do atacante Paulo Nunes, terça-feira, contra o Santos. Ele homenageou a Feiticeira, personagem do Programa H, da TV Bandeirantes.
"Para os próximos jogos, já preparei novas comemorações", garante o jogador. Se vencer a Libertadores, ele promete levar até Scolari para participar da festa, dançando rock nroll. O véu da Feiticeira foi preparado no vestiário, com malha de um calção e a colaboração do volante Galeano e do roupeiro Joãozinho. Joana Prado, a Feiticeira, gostou da homenagem e cobrou um rebolado do atleta. "Rebolar não posso; passaria vergonha", diz o craque.
Paulo Nunes achava que seria poupado contra o Santos por Scolari. Os companheiros de time acreditavam que o supersticioso treinador mandaria o "talismã" Paulo Nunes a campo. "Eles me disseram que, se eu jogasse e marcasse o gol, teria de fazer a coreografia", conta. O gol, aos 38 minutos do segundo tempo, foi o da virada por 2 a 1, que garantiu a vaga na decisão do Paulista.
Scolari ainda não confirmou quem vai escalar sexta-feira, contra o Botafogo, no Maracanã, pela Copa do Brasil. Depois do empate por 1 a 1 no Palestra Itália, o Palmeiras depende de uma vitória simples ou um empate por dois ou mais gols para ir às finais. Quem não enfrentou o Santos, terça-feira, deve jogar, como Júnior Baiano, Rogério e Alex. O volante César Sampaio, com uma contusão e dores na coxa esquerda, está fora do jogo. Scolari deixou a Academia mais cedo
hoje à tarde. O motivo foi uma reunião com o presidente da Parmalat para a América Latina, Gianni Grisendi, e a diretora de Marketing do patrocinador, Vânia Machado.


