Assembléia pode definir futuro da FPF
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segunda-feira, 17 de abril de 2006
Claudio Yuge<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Moura, segue preso no Centro de Observação Criminológica (COT), em Curitiba, já há 36 dias, acusado de praticar crimes fiscais em Ponta Grossa. E, enquanto isso, uma dúvida paira no ar: o que acontecerá no comando da entidade, em ano de possível confirmação da realização da Copa do Mundo de 2014, no Brasil? A pergunta pode ser respondida ainda este mês, na assembléia geral da federação, na semana que vem, ou até o dia 13 de maio, quando termina o prazo para a escolha de um novo dirigente.
Após a prisão e afastamento de Moura, no dia 13 de março, quem assumiu foi o vice, Jorge Dib Sobrinho. De acordo com o regulamento da FPF, há um período de 60 dias de vacância antes da eleição de um novo membro no lugar do presidente inativo. Assim, a reunião para acertar o sucessor de Moura, no cargo há 21 anos, deve ser marcada até 13 de maio.
Nesse caso, os sete vice-presidentes da FPF teriam direito ao voto. No entanto, a entidade não conta com dois dirigentes, que renunciaram, e Aristides Moçambani, da Liga de Maringá, está licenciado. Restam então apenas quatro: Lino Rodrigues, Aloísio José Ferreira, Jorge Dib Sobrinho e Adroaldo Mário de Araújo, que já marcaram assembléia geral para o próximo dia 26, para prestar contas da entidade e discutir o futuro do comando da federação.
Enquanto isso, a FPF é comandada através de um rodízio entre os vices. Após a prisão de Moura, Dib Sobrinho responsabilizou-se pelas finais do Campeonato Paranaense. Na seqüência, Lino Rodrigues passou a ser o interino, até ontem, quando assumiu Aloísio José Ferreira.
Ferreira deve ficar até o dia 25, quando Dib Sobrinho volta a comandar interinamente, no dia 26, data da assembléia. Isso o torna favorito a suceder Moura, já que, pela lógica, Adroaldo Araújo é quem deveria ser o próximo da lista do rodízio. Além disso, Dib Sobrinho reside em Curitiba e tem familiaridade com o trabalho do dirigente preso, com quem, segundo informações dos bastidores, tem contatos diários.
A escolha do comandante da entidade máxima do futebol paranaense precisa ser definida antes da Copa do Mundo da Alemanha, já que o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, pretende forçar o já grande lobby para trazer a Copa de 2014 para o Brasil. O evento só deve ser confirmado em solo tupiniquim se os dirigentes das federações estaduais estiverem em dia com a Justiça, como determina a Fifa. Assim, Teixeira recomenda que Eduardo Viana, do Rio de Janeiro, e Onaireves Moura, do Paraná, deixem seus cargos este ano.


