Uma assembléia geral para eleição de presidente pode sacramentar hoje o fim do Cascavel Esporte Clube. Na assembléia será discutido ainda se o terreno da sede campestre, adquirido de uma imobiliária e ainda não pago integralmente, será devolvido. Como ‘‘patrimônio’’, restarão apenas as camisas do time, e dificilmente alguém se apresentará para assumir a presidência, porque o desinteresse pelo futebol é total, na cidade.
O Cascavel não tem presidente desde o início do ano. Disputou o campeonato estadual nesta situação e acabou ‘‘rebaixado’’. O clube não tem passe de nenhum jogador, e até móveis de sua sede administrativa estão penhorados como garantia de dívidas com fornecedores - as dívidas são de R$ 800 mil. O empresário Emílio Martini responde interinamente pela direção.
Martini convocou a assembléia na expectativa de que haja comparecimento pelos menos de alguns associados. A questão da sede campestre é polêmica, pois a proposta que será discutida é a devolução da área, de 6,5 alqueires, na periferia da cidade, pela qual o Cascavel teria que pagar R$ 450 mil, mas só pagou R$ 210 mil. O contrato estabelece que o imóvel retornará à imobiliária e a parte paga não será devolvida.

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