São Paulo - O presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, envolvido em um escândalo sexual, foi confirmado no cargo com um voto de confiança da assembléia geral da entidade, ontem, em Paris.
Segundo participantes na assembléia, os membros da FIA votaram em sua maioria pela continuidade do presidente no cargo, apesar das pressões exercidas há várias semanas por influentes personagens da F-1 para conseguir a saída de Mosley. O resultado detalhado da votação dos 219 clubes nacionais que integram a FIA não foi revelado.
Max Mosley, presidente da FIA há 15 anos, está pressionado desde que o jornal ''News of the World'' publicou, no dia 30 de março, fotografias e disponibilizou em seu site um vídeo do britânico em uma sessão sadomasoquista (tachada de orgia nazista), em Londres, na companhia de cinco mulheres, algumas delas vestidas com uniformes de prisioneiros.
A primeira reação ao resultado da Assembléia Geral da FIA foi dada pela Associação Automobilística Alemã (ADAC). E, assim como já havia feito quando o escândalo envolvendo o britânico estourou, o órgão chiou, lamentando pela decisão.
O órgão alemão logo veio a público negando qualquer tipo de envolvimento com a entidade que representa os interesses sobre automobilismo e usos de automóveis no mundo inteiro. ''Com lamento e incompreensão, a ADAC recebeu a decisão da Assembléia Geral da FIA em Paris de confirmar Max Mosley na função de presidente'', diz a entidade germânica através de nova divulgada à imprensa.
Na semana passada, 20 federações nacionais que integram a FIA pediram a saída de Mosley, por considerarem que ele perdera a credibilidade e não poderia prosseguir à frente da entidade.

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