Curitiba - O assédio do Palmeiras aos jogadores do Coritiba está gerando desconforto nos bastidores do Alto da Glória. O mal-estar se iniciou na insistência do time paulista em tentar levar o atacante Keirrison para o Parque Antartica antes de abril de 2009, quando se encerra oficialmente o contrato do artilheiro com o Coxa. O time palmeirense também teria atrapalhado a renovação contratual do zagueiro Maurício, que após receber aumento para permanecer em Curitiba, foi seduzido por uma proposta ainda maior do time paulista e deu adeus ao Coxa.
A relação entre a cúpula coxa-branca e a do Palmeiras ficou estremecida depois do meia Carlinhos Paraíba anunciar, no último fim de semana, que entre o empresário dele, Júlio Fressato, e o Verdão estava tudo certo para ele trocar de clube. Imediatamente, Paulo Jamelli, gerente de futebol do Coritiba negou qualquer acordo e afirmou que se o Palmeiras estivesse disposto a contratar o jogador, bastava apresentar uma proposta oficial para ser analisada.
De acordo com Toninho Cecílio, diretor de futebol do Palmeiras, em entrevista à rádio Transamérica, o clube oficializou o interesse, oferecendo ceder atletas disponíveis no clube e mais uma compensação financeira para liberar o jogador. ''Estive há tres quatro semanas em Curitiba, procurei o clube, me reuni com o Homero (Halila), apresentei uma proposta que envolvia um valor financeiro e mais alguns atletas que poderiam ser cedidos ao clube, e estacionou, está estagnado. Jamais conversei com o Carlinhos Paraíba, tive um contato devidamente autorizado pelo Coritiba com o procurador do jogador, uma ou duas vezes, não fiz proposta para o Carlinhos ainda, preciso acertar primeiro com o Coritiba caso eles tenham interesse'', afirmou o dirigente.
Ele esclarece ainda que o clube só foi atrás de Maurício quando ele começou a negociar com o Vasco. ''Me surpreendeu um pouco algumas notícias. Sei que esse fato deve ter gerado uma situação ruim na montagem do elenco do Coritiba, que é uma dificuldade de qualquer clube. Colocamos uma proposta a ele, para nós já tinha terminado o contrato com o Coritiba, não vejo uma postura anti-ética, foi uma opção dele'', disse Cecílio.

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