São Paulo - O assédio do Atlético-MG inchou o poder de barganha de Celso Roth em sua negociação para renovar contrato com o Grêmio. Ele orientou seu agente, Jorge Machado, a fincar pé num salário ‘‘de técnico de ponta’’, segundo a definição do próprio Machado. E sua pretensão está emperrando as conversas, iniciadas oficialmente segunda-feira.
  ‘‘Se eles tivessem concordado com nossa proposta, acho que já teriam respondido’’, disse ontem o vice-presidente de futebol do Grêmio, André Krieger, com uma ponta de pessimismo.
  Em entrevista para a Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre, o presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, confirmou o interesse em Roth, com quem já trabalhou, e garantiu que seu clube tem condições de bancar o salário dele.
  Em conversas de bastidores no Olímpico, pessoas com acesso à negociação comentam que a diferença entre a oferta do Grêmio e a de Roth é de mais de R$ 100 mil. O clube teria oferecido R$ 120 mil, e o técnico pedido R$ 230 mil.
  Krieger, é claro, não revela os valores das propostas, mas afirma que o clube não subirá a sua. ‘‘Nós e o Celso usamos de transparência. Disse a ele que não somos de oferecer lá embaixo e ir subindo. A nossa proposta foi definitiva’’, afirmou o dirigente, que admitiu existir um plano B. ‘‘Estamos trabalhando nomes alternativos’’.

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