No longo caminho da Série B do Campeonato Brasileiro, o departamento de futebol do Londrina terá que fazer um exercício que costuma ser desgastante para clube e jogadores: negociar renovações de contrato.
E desta vez, o patrão terá que pôr a mão no bolso porque seus empregados estão valorizados. Pelo menos para cinco titulares do Tubarão, bom futebol com regularidade deve se transformar em um bom reajuste salarial, benefício que a maioria dos trabalhadores brasileiros busca mas não consegue neste momento de crise.
Primeiro foi o lateral Jamur, que barganhou com a proposta feita pelo Paraná Clube e assinou um longo contrato de cinco anos. Agora, chegou a vez do atacante Paraguaio, artilheiro alviceleste no
Estadual com oito gols. ''O que espero é um reconhecimento. Sei que mereço um aumento e gostaria que a diretoria tomasse a iniciativa neste sentido. Tenho certeza que eles vão entender assim'', afirmou o atacante.
Ontem, o jogador se reuniu com o gerente de futebol Adriano Coelho. ''Está bem encaminhado. Faltam acertar alguns detalhes'', disse Paraguaio. ''É lógico que ele merece um aumento. Mas dentro da realidade do clube'', adiantou Coelho, que negou uma possível proposta do Coritiba (ver mais sobre o assunto na página 2). ''Nenhum jogador do Londrina recebeu proposta oficial'', garantiu. ''Se isto ocorrer, o clube exigirá uma compensação porque investiu nos atletas'', defendeu. ''Mas também não queremos jogadores insatisfeitos no grupo''.
Outra negociação que já está em andamento é com o companheiro de Paraguaio no ataque. Marcelo Silva ainda aguarda a oficialização da proposta do Coritiba, que não estaria disposto a pagar uma quantia ao LEC. Enquanto isso, a possível renovação já está sendo tratada. Ontem, o atacante conversou por um longo tempo com o diretor de futebol Aldivino Generoso no campo do VGD.
Os outros três titulares com contrato por vencer estão na fila, mas devem começar a discussão somente em meados do próximo mês. São eles: o goleiro Marcelo, o zagueiro Marcão e o meia-defensivo Rocha. O trio também deve pleitear aumento. ''O término dos contratos atuais ainda está distante e vamos negociar com calma. Tudo tem sua hora'', explicou Coelho.
O técnico Roberto Fernandes disse que sua situação contratual para o resto da temporada já estava previamente acertada, mas não quis dar mais detalhes sobre o assunto.

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