O atacante Faustino Asprilla foi cortado da seleção colombiana ontem de manhã por motivo de indisciplina pelo treinador da equipe, Dário Goméz. Após ter sido substituído no jogo de estréia da Colômbia contra a Romênia, segunda-feira, em Lyon, Asprilla deu declarações à imprensa mostrando a sua insatisfação. Estas afirmações não agradaram a Gómez, que decidiu pelo corte do atacante.
A atitude do técnico foi apoiada pela maioria dos jogadores e também pelo presidente da Federação Colombiana de Futebol, Alvaro Fina, que tentou, sem sucesso, interferir na decisão a pedido do presidente da Colômbia, Ernesto Samper. ‘‘O comitê executivo da Federação apóia a decisão de Gómez. Foi uma atitude dura. Porém, teve de ser tomada para manter a disciplina’’, disse Fina, que viajou de Paris para La Tour de Pin (a 50 km de Lyon) depois de receber um telefonema de Asprilla, pedindo que interferisse na situação. Primeiramente, Fina se reuniu com toda a comissão técnica que, apesar dos lamentos de Fina, não voltou atrás quanto a expulsão do jogador.
Após esta reunião o presidente quis saber a opinião dos jogadores, que, ao contrário do que ele esperava, em maioria, aprovaram a decisão do treinador. ‘‘Quando alguém se equivoca, cabe ao técnico tomar as providências necessárias. Entretanto perdemos um grande jogador, pelo que ele já demonstrou na seleção’’, afirmou Valderrama, capitão da seleção.
O dirigente afirmou que também havia falado com Asprilla e que este mostrou o desejo de permanecer na seleção, mas não tinha se arrependido por nada do que havia falado a respeito de suas reclamações. Assim mesmo, o presidente disse que a comissão desportiva da Federação estudaria com a ‘‘cabeça mais fria se o atacante poderá voltar a defender a Colômbia depois do Mundial. Apesar do clima pesado, Fina considerou que o ambiente entre os jogadores está bom e que ele os encontrou muito concentrados para a próxima partida, contra a Tunísia, dia 22.

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