Asa diminui a velocidade em Michigan
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terça-feira, 21 de julho de 1998
Agência Estado 
A nova asa traseira instalada nos carros da Fórmula Indy para reduzir a velocidade nas 500 Milhas de Michigan divide a opinião dos pilotos. Para alguns, foi a melhor maneira de evitar que as velocidades cheguem a 400 km/h - já que, no ano passado, no oval de Fontana, Maurício Gugelmin atingiu o recorde de 387,758 km/h. Para outros, a nova asa tornou os carros tão instáveis que poderá comprometer a segurança na prova deste domingo.
Na verdade, o comportamento dos carros no tráfego ainda é uma incógnita, disse André Ribeiro, vencedor da prova em 96. André testou o aerofólio no início do mês e comprovou que ele reduziu a velocidade em cerca de 20 km/h. André marcou 357,2 km/h. O recorde da pista é de Jimmy Vasser, com 377,656 km/h. Mas, com vários carros na pista, o piloto quase não pôde andar ontem.
No oval de Michigan, o efeito do vácuo é tão violento que pode desequilibrar o carro que vem atrás. A nova asa tem uma parede na parte de trás que aumenta a superfície de contato com o ar, criando mais arrasto e fazendo o carro perder velocidade na reta. Nas curvas, o carro perde sustentação aerodinâmica e torna-se mais lento. A asa cria mais turbulência e aumenta o efeito do vácuo.
O inglês Mark Blundell, da equipe PacWest, ficou impressionado ao andar atrás do companheiro Maurício Gugelmin. O carro é sugado pelo que vai à frente com uma força três ou quatro vezes maior do que antes, comentou Blundell. Isso tornará a escalada de marchas crítica, acredita o piloto da PacWest.


