Asa contém velocidade de carros
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quinta-feira, 31 de dezembro de 1998
Agência Estado 
A Cart mudou o regulamento aerodinâmico para a temporada 99 da Fórmula Indy. Os carros passarão a usar asas menores, com apenas uma lâmina, nos ovais curtos de uma milha (1.609 metros). Até este ano, era permitido o uso de aerofólios duplos. A mudança tem como objetivo diminuir a velocidade nas curvas e melhorar a segurança.
O americano Michael Andretti foi o primeiro a testar a novidade, no circuito de Phoenix, semana passada. Ele completou cerca de 200 milhas com o novo Swift-Ford e gostou da nova configuração. A primeira impressão é a de que vamos ter de dirigir mais o carro, comentou. A nova asa dificultou a pilotagem, mas serviu ao propósito de reduzir a velocidade nas curvas e aumentar a segurança dos pilotos.
Andretti calculou que os carros serão cerca de dois segundos mais lentos nos circuitos de Nazareth, Milwaukee e no novo oval de Chicago, onde serão implementadas as mudanças. Este ano, os carros já usaram esta configuração nos ovais intermediários de Miami e do Japão, de 1,5 milha (2,4 quilômetros), e de Madison, de 1,27 milha (2 km).
As asas dianteiras de uma lâmina são as mesmas usadas nas superspeedways, ovais longos de 2 milhas (3,2 km), em Michigan e Fontana, onde as médias ultrapassam 370 km/h. Só que nestes ovais foi introduzido este ano o dispositivo Handford, uma asa traseira com uma parede vertical na parte posterior. Em 1997, já havia sido feita outra restrição, com a colocação de dois blocos de madeira nos túneis embaixo da traseira do carro, para reduzir a velocidade.
As asas e o fundo do carro de Fórmula Indy têm efeito inverso ao da asa de um avião: em vez de levantá-lo, o grudam no chão. Todas as modificações têm o mesmo propósito, reduzir a pressão aerodinâmica, ou seja, a força que empurra o carro contra o chão. A Cart luta para conter a velocidade nas curvas, mas a todo ano os engenheiros inventam soluções para tornar os carros mais rápidos.
Os pilotos consideram as mudanças sempre úteis. Se não fossem as restrições, já estaríamos andando a mais de 400 km/h de média nos ovais maiores, lembrou Christian Fittipaldi, integrante da comissão de segurança dos pilotos. Pode parecer que não faz diferença, mas uma batida a 240 km/h oferece menos riscos que uma a 270 km/h.


