Sem condições de jogo na final da Copa de 1958, De Sordi assistiu a goleada brasileira em solo sueco da tribuna de honra do Estádio Raasunda. Ao seu lado, estava Castilho, o goleiro do Fluminense que era reserva de Gilmar, e que mais parecia uma pilha de nervos do que uma voz de apoio do lado de fora. ‘‘Quando a Suécia abriu o placar, o Castilho começou a chorar. Eu tentei acalmá-lo, mas ele estava muito nervoso. Dizia que a gente perderia como a seleção de 1950’’.
De Sordi não é exatamente um contador de histórias, ainda mais agora, que a memória lhe trai constantemente. Se lembra de poucos casos, além deste. ‘‘O (atacante) Mazzola chegou ‘chumbado’ depois de um dia de folga na concentração e quase foi cortado por indisciplina’’, diz, econômico, o ex-lateral-direito.
Vicente Feola, o técnico de imagem bonachona que era ironizado porque dormiria durante os jogos no banco de reservas, foi poupado pelo ex-comandado. ‘‘Isto é tudo conversa. Ele era um homem inteligente, muito bom, que sabia ser compreensivo com todos’’.
Para De Sordi, as escapadas em direção ao liberalismo da mulher sueca durante o Mundial também não passaram de lenda da imprensa. ‘‘O grupo era muito unido e a gente estava com muita vontade de ganhar a Copa. Não era essa festa toda que falam por a풒, defende. No entanto, o homem que vestiu em 25 jogos a camisa da seleção brasileira não esquece que da janela dos quartos podia-se observar um campo de nudismo. ‘‘Era só isso, mais nada’’, despista, recordando que havia muitos repórteres de rádio na cobertura daquela campanha, mas ‘‘não o exagero’’ de exposição na mídia que existe hoje. (L.F.M.)

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