As pessoas se expõem quando descobrem que é seguro
Afeito por esportes radicais como kart e motociclismo, o sonho dele não era saltar de paraquedas. Foi por acaso. O empresário paulista Fábio Alvim Brandt atualmente tem 4 mil saltos no currículo, disputa campeonatos e às vezes treina em Londrina. Desafiou a queda livre pela primeira vez em 1996, com um primo mais velho. ''Abrir a porta de um avião e saltar? É coisa de louco, pensava na época. Mas resolvi saltar e até hoje pratico'', resumiu Brandt, lembrando que na época existiam poucas informações sobre o esporte no Brasil.
Em quase 15 anos de contato com queda livre Brandt já presenciou de tudo. ''Vi gente desistir, desmaiar, outros querendo abrir a porta e saltar logo e alguns com muito medo'', enumera. Ele cita o caso curioso de uma garota que teve uma descarga de adrenalina tão alta quando chegou ao chão que começou a vomitar e não parava mais. ''Isso acontece com pessoas que nunca estiveram expostas a sensações muito fortes'', justifica.
Ele acredita que o paraquedismo apesar de ser considerado perigoso por muitos, ainda é mais seguro no ranking dos esportes radicais como motociclismo, automobilismo, paradrive, e até ciclismo e hipismo, onde a quantidade de acidentes é superior. ''Eu também esquio na neve e vejo muito mais gente quebrada durante uma semana do que na minha vida toda saltando'', defende.
''Observo dentro do paraquedismo que as pessoas só se expõem a riscos desnecessários quando descobrem que é muito seguro. Aí ele se acha malandro, experiente e acaba errando. Tecnicamente falando não é perigoso. Abrir o paraquedas reservas é coisa rara. Dentre os esportes radicais que pratico, vejo mais perigo correndo de moto do que saltando'', argumenta.
A segurança no paraquedismo está estritamente ligada à qualidade dos equipamentos que devem ser importados, além de verificar se a escola é cadastrada pela CBPq. ''Cada pessoa reage de maneira diferente a fortes emoções, por isso aconselho procurar pessoas sérias. Quando tiver algum problema de saúde, principalmente cardíaco, é bom falar com um médico antes. É sempre bom checar no site da Confederação o nome de escolas e instrutores homologados'', finaliza. (R.O.)





