Há quase 11 anos, Gustavo Kuerten alcançava o topo do ranking mundial. Treinado por Larri Passos, ganhou torneios importantes, como o tri de Roland Garros e foi o número 1 do mundo por 43 semanas, feito jamais alcançado por um tenista brasileiro. Em 2008, o catarinense encerrou precocemente sua carreira por conta de uma lesão crônica no quadril. E desde então, a meta de Larri é encontrar um 'novo Guga'.
A aposta da vez é o paulista Thomaz Bellucci, com quem Larri trabalha há quase um ano. Mas o atual número 35 do ranking mundial não é o único a ter tal privilégio. A oportunidade de ter por perto o melhor técnico de tênis do Brasil atraiu muitos jovens ao Instituto Larri Passos. Isolado no meio da Mata Atlântica e afastado do agito do litoral catarinense, o centro abriga hoje boa parte dos melhores tenistas do Brasil.
O pernambucano José Pereira, semifinalista do Arapongas Future Open, que está sendo disputado no Clube Campestre de Arapongas, é um deles. Aos 20 anos, ele é o caçula de uma família de três irmãos tenistas e aposta na filosofia do seu novo local de treinos para deslanchar na carreira e brigar por um lugar de destaque no tênis nacional.
''Tem sido muito importante para mim, tenho aprendido muito com todo o pessoal da equipe de treinadores e também com os jogadores. O Larri, quando está lá, sempre nos dá atenção e sempre cobra muita dedicação'', conta Pereira, atual número 497 do mundo e que treina no litoral catarinense há pouco mais de seis meses e tem como meta alcançar um lugar entre os 30 melhores do mundo.
Quando não está em viagem acompanhando Bellucci nos torneios internacionais, o ex-treinador de Guga faz questão de estar por perto orientando os professores que ajudam a transmitir sua filosofia de trabalho, sempre baseada em dois lemas: trabalho e dedicação, e também faz questão de dar atenção a todos os tenistas.
''Ele é muito presente e é muito bom para nós tenistas estarmos em contato com uma pessoa diferenciada. Ele já passou por tudo o que a gente está passando e sabe a melhor forma de nos orientar em todas as situações'', elogiou o paulista Bruno Semenzato, 743 do mundo, que parou ontem nas quartas em Arapongas e já passou cinco de seus 19 anos na academia de Larri.
Além de Pereira e Semenzato, outros sete tenistas treinados pela equipe do ex-técnico de Guga estiveram em quadra no torneio araponguense, mas apenas o pernambucano conseguiu chegar à reta final. Hoje ele briga por uma vaga na final diante do gaúcho Fabrício Neis. Na outra semifinal, o paulista André Miele, que venceu Semenzato ontem, terá pela frente o argentino Juan Manuel Valverde. A final está marcada para amanhã, às 14h30.

mockup