As meninas já recebem para treinar e competir
Curitiba A seleção brasileira feminina de ginástica é composta por 11 meninas e todas recebem um auxílio financeiro. Além da estrela maior, que é Daniela Hypólito (Flamengo-RJ), estão na seleção as paranaenses Camila Comin, Caroline Molinari, Ana Paula Rodrigues e Merly de Jesus; também do Rio veio Heine Araújo; de Porto Alegre, Daiane dos Santos; de São Caetano, Laís Souza, Naiana Borghi e Thaís Silva; por fim, Mariana Oliveira, de Guarulhos.
Graças à Lei Piva, que repassa verbas de loterias federais para as confederações esportivas, estas atletas têm bolsa mensal de apoio. A maior ajuda é dada para Daniele Hypólito, que recebe R$ 2,5 mil. Depois, Dayane dos Santos, que ganha R$ 1,8 mil, Camila Comin, R$ 1,2 mil e assim vai até as atletas de 14 anos, que recebem R$ 200,00. ''Com bons resultados, aumenta o tamanho da ajuda e isso é um incentivo para as atletas se superarem'', diz a coordenadora da seleção, Eliane Martins.
Daniele Hypólito e a gaúcha Dayane dos Santos são as únicas que também possuem patrocínio pessoal. A Confederação Brasileira de Ginástica, apesar do brilho cada vez maior das atletas, ainda não conseguiu patrocínio de nenhuma grife esportiva para as roupas da equipe. Na Copa do Mundo já está liberado o patrocínio de empresas no colant das meninas, além das grifes da roupa. Isto não é premitido nas Olimpíadas. A Confederação Brasileira de Ginástica recebe, da Lei Piva, o total de R$ 900 mil anuais para coordenar todas as modalidades da ginástica. (L.C.O.)





