AS MAIORES TORCIDAS EM LONDRINA - Os eternos inimigos
Quando se fala em rivalidade no futebol, é inevitável que se venha à memória rapidamente os inimigos Corinthians e Palmeiras. Mesmo estando em outro estado, corintianos odeiam palmeirenses e vice-versa. Os alvinegros evitam até comprar roupas que tenham a cor verde e a mesma rejeição tem o palmeirense pelo preto.
A pesquisa encomendada pela Folha mostrou que os torcedores dos dois times em Londrina seguem a linha paulista e não se suportam, sustentando a tese de que a maior rivalidade em São paulo ainda está entre as duas equipes, apesar de o time do Palestra Itália não andar bem das pernas há um bom tempo.
Segunda a pesquisa, 83,9% dos palmeirenses que moram em Londrina disseram que nunca torceriam pelo Alvinegro. Já 67% dos corintianos afirmaram que jamais simpatizariam com o Verdão. São os maiores índices de rejeição na cidade.
''Os palmeirenses têm tanta inveja da gente, inveja do nosso título mundial principalmente. E dessa inveja surge o ódio mesmo'', afirmou o estudante Felipe Afonso Rodrigues, 23 anos, corintiano fanático, que segurava uma camisa da Gaviões da Fiel com a estampa de um distintivo do Palmeiras em chamas e a frase: ''Preserve a natureza e queime o verde certo''.
Rodrigues é um dos diretores da sub-sede da Gaviões em Londrina. Vai a jogos do Corinthians em São Paulo e outros lugares e já presenciou brigas com palmeirenses.
O advogado Jair Ancioto, 52, é cônsul do Palmeiras em Londrina. Para ele, a rivalidade entre os dois times é inexplicável e vem desde a fundação do Verdão. ''Sempre bateram de frente. É claro que não gosto do Corinthians, mas tenho mais amigos corintianos do que palmeirenses'', disse o cônsul.
Já o estudante Diego José Menegon, 19 anos, outro palmeirense, concorda que a rivalidade é muito grande, mas acha que há um pouco de lenda em cima do assunto. ''Já odiei mais o Corinthians, mas hoje diminuiu um pouco. Acho que foi colocada uma lenda em cima disso'', comentou o torcedor.
Lenda ou não, é a rivalidade sadia e sem violência que mantém viva a paixão do brasileiro pelo futebol, mesmo nesta época em que a força tomou o lugar da magia dentro dos gramados. É poder chegar no trabalho ou na escola na segunda-feira e fazer aquela piadinha já batida, mas sempre oportuna, com seu colega que torce para o time que foi derrotado pelo seu. (T.M.)





