As imbatíveis
VISÃO DE JOGO
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
FOFÃO<br>Levantadora da Unilever 

Sem desmerecer as demais seleções, venceu a melhor. Indiscutivelmente, o Brasil é a melhor equipe do mundo. E não é só agora. Talvez, tenha até os dois melhores times do mundo. Temos tantos talentos que poderíamos montar dois grupos fortíssimos.
Mas não basta ter o melhor time. É preciso trabalhar para que o talento faça a diferença e, nisso, também somos campeões. A vitória sobre o Japão por 3 sets a 0 (com 29-27, 25-14 e 25-18), em Tóquio, ontem, pela Copa dos Campeões, não foi fácil. O duelo teve nuances que só enaltecem as qualidades brasileiras. No primeiro set, nos superamos. No segundo, fomos impecáveis. No terceiro, tivemos responsabilidade e mantivemos a pegada.
O Brasil começou o jogo inseguro. Por isso, errava na recepção e na distribuição de jogadas. O Japão se aproveitou e abriu cinco pontos. Ansiosas, nossas meninas não conseguiam jogar com bolas rápidas, uma arma quando se enfrenta um time que defende muito. Zé Roberto então mexeu no time. O placar mostrava 17 a 13 e fomos buscar a diferença. A pressão mudou de lado e, depois de trocar muitos pontos, as japonesas erraram duas vezes: 29 a 27.
Como tinha de fazer 3 a 0 para levar o título diretamente, o Japão sentiu. Soma-se à isso a subida de produção brasileira. Resultado: um passeio no segundo set. Com um saque firme e a relação de bloqueio/defesa perfeita, o Brasil garantiu o ouro.
Depois, era só confirmar o triunfo. Comprometidas e respeitando as rivais, as meninas não amoleceram. O Brasil seguiu mandando, desta vez com o bloqueio como protagonista.
A temporada só não foi perfeita por uma derrota no Grand Prix, para a Bulgária. Nos outros 35 jogos, vitória brasileira e cinco títulos. Parabéns, meninas e comissão técnica. Somos as melhores do mundo!



