O homem-forte da Lusinha não tem boa memória. Como uma espécie de auto-defesa, tratou de esquecer os fatos pitorescos que já protagonizou nos campos e nas quadras. De tanto insistir, a Folha arrancou histórias de seu rico currículo, certamente selecionadas caoticamente entre tantas.
Juiz x Bandeira Paraná Clube e Platinense. Vila Capanema. Estadual de 1990. Amarildo ''bandeirando'' do lado da torcida tricolor. Cobrança de escanteio. Adoílson ajeita a bola com o braço e faz o gol. Os jogadores da Platinense se revoltam e formam a famosa rodinha em torno do bandeira, no caso Amarildo. O árbitro Josias Lopes Pereira fica em dúvida e pergunta para Amarildo: ''Foi mão ou não foi?''. Ele não sabe responder: ''Não vi, tinha muita gente na minha frente''. Pereira fica inconformado e começa a bater boca com Amarildo, que reafirma: ''Eu não vi nada''. O estádio inteiro vê a corrida rumo ao epicentro da confusão do outro auxiliar, Deovino Bernardino, que estava do outro lado do campo. Bernardino confirma a irregularidade. Mesmo assim, Pereira decide validar o gol e atribui a informação a Amarildo. ''Foi um dos fatos que me tirou a vontade de continuar sendo árbitro''.
Medo Depois de buscar, sem sucesso, uma chance de mostrar seus dotes como volante no futebol paranaense, lá foi Amarildo tentar a sorte em Dourados, no Mato Grosso do Sul. O clube, o Operário. Cheio de temores sobre sua nova jornada, o jovem londrinense se assusta logo quando chega a cidade. ''No mesmo dia, um atacante que não fazia gol foi jurado de morte pelo presidente do clube. Ele deu 24 horas para o cara sumir da cidade''. No entanto, Amarildo se deu bem em Dourados. Chegou a ser maqueiro, técnico e preparador físico do time.

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