As diferenças entre
Abel e Clemente
Muito mistério para nada. A semana anterior do início do playoff da semifinal do campeonato paranaense foi cheia de segredos por parte dos técnicos Abel Braga, do Coritiba, e Antônio Clemente, do Atlético. Nos jogos, nada que justificasse tanto mistério. As formações dos dois times foram as que todos já sabiam e em termos táticos, nenhuma novidade.
Não critico todo o trabaho do técnico atleticano porque não vejo o dia-a-dia do clube, mas na hora do jogo, ele já demonstrou várias vezes que não vê bem a partida. Do outro lado, Abel Braga sempre demonstrou que é um bom técnico, daqueles capazes de melhorar um time durante o jogo. Clemente, ao contrário, já deixou o time pior.
Existem aqueles técnicos que são ótimos nos treinamentos da semana, sabem armar bem o time, treinam jogadas, situações que podem acontecer nas partidas e as alternativas que o time tem para estas várias situações. Existem outros técnicos que são melhores no banco de reservas, empurram o time e fazem substituições fundamentais para melhorar o time dentro de campo. Os ótimos técnicos são os que fazem bem as duas coisas.
Abel Braga, no Atletiba de ontem, escalou um Coritiba determinado a não tomar gol. Primeiro buscaria o empate para depois tentar a vitória, já que o regulamento reconhece a melhor campanha do Coritiba, que poderia jogar por três empates. A estretégia deu resultado.
Do outro lado, o Atlético deve ter treinado durante a semana a jogar mais no ataque, prevendo que o Coritiba estaria com uma formação defensiva. Na prática, no entanto, jogou mal no ataque e com falhas na defesa. A estratégia não deu resultado. Clemente, no entanto, não soube mexer no time. Errou ao demorar para corrigir o time e, depois, ao substituir o atacante Kléber, o mais perigoso do time.
Para lembrarmos outro desempenho do técnico Clemente em momentos decisivos, podemos buscar o jogo entre Atlético e Botafogo, quando o lateral Alberto pediu para sair por estar exausto e não foi atendido pelo técnico.
O técnico do Atlético foi goleado pelo técnico do Coritiba. Resta saber se Clemente terá condições de reagir, principalmente porque tem um time de garotos inexperientes que precisam de aconselhamento nestas horas.
Os jogos e Caio Junior
O Atletiba foi de grande pegada, muito nervosismo, mas pouca técnica. Os jogadores do Coritiba souberam usar a razão para dominar o coração e aproveitaram as duas únicas chances de gol que tiveram. O Atlético foi somente coração e nas horas decisivas, inclusive quando teve um pênalti a seu favor, não soube controlar os nervos.
O Paraná Clube despachou o Malutrom e só um desastre o tira da final. Programei para assistir ao jogo pelo pay-per-view da Net-Curitiba, mas obras da Copel deixaram meu bairro sem luz. Tive que me contentar em escutar o jogo pelo rádio e me surpreendi favoravelmente com os precisos e esclarecedores comentários do ex-jogador Caio Junior, pela Banda B. Parabéns Caio, seguindo assim, terá tanto sucesso no rádio e TV quanto teve dentro do campo.
Arbitragem
O Atlético pode reclamar um gol legítimo que foi anulado pela arbitragem. O Coritiba pode reclamar do pênalti que não existiu e que o Atlético desperdiçou. Os dois reclamam contra as expulsões de Renato e Yan e de faltas e impedimentos. Evandro Roman perdeu a oportunidade de mostrar que os árbitros do Paraná são realmente bons.

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