Fernando Tupan Marcos Freitas
Atualmente o Brasil é o país que mais produz e exporta goleadores para o velho continente. No passado tivemos Evaristo Macedo, no Real Madrid; Amarildo, no Milan; Julinho, no Fiorentina. Hoje temos Ronaldinho, no Inter de Milão; Élber, no Bayern de Munique; Paulo Rink, no Bayer Leverkusen, emprestado ao Santos; Ratinho, no Kaiserlautern; Jardel, no Porto. Rink, Ratinho e Elber chegaram a despontar como artilheiros no Campeonato Paranaense por Atlético, Paraná e Londrina, respectivamente.
Domingo, quando quatro times começarem a escalada para chegar às finais da competição, seus artilheiros entrarão em campo sonhando com gols e os gramados da Europa. Tanto Atlético, como Coritiba, Malutrom e Paraná Clube tem os seus sonhadores. O rubro-negro têm Lucas e Kléber; o coxa, Sinval e Cléber; o caçula, Flávio e Marcelo Tamandaré; o tricolor, Washington e Ilan.
O centroavante Washington esteve com um pé em Portugal no mês passado. A venda do passe dele para o Sporting foi amplamente divulgada e festejada pela diretoria paranista. O artilheiro reuniu suas roupas numa mala e se mandou para os exames médicos, acreditando que finalmente a independência financeira havia batido em sua porta. Alguns dias depois voltou a Curitiba, reprovado devido a uma cicatriz de uma operação nos ligamentos do pé.
Ilan, a revelação do tricolor, foi profissionalizado em fevereiro passado, ganha R$ 220,00 e não pensa em deixar seu futebol estacionar em sua cidade natal - quer ganhar o mundo. Sua ambição profissional aponta o caminho da Europa, onde ele poderá se realizar financeiramente. A possibilidade de concretizar seus desejos começou na primeira fase, quando marcou três gols na histórica goleada sobre o Coritiba por 6 a 2.
Situação semelhante vive Lucas, que chegou no ano passado vindo do Botafogo de Ribeirão Preto. Com apenas 20 anos, o vice-artilheiro do Atlético no Paranaense está mostrando virtudes para dar um salto igual ao do seu ex-companheiro Warley, que trocou o rubro-negro pela Udinese, da Itália, a partir de julho, graças à mãozinha ‘encantada’ do empresário Juan Figger.
Kléber esteve uma temporada no Sion, da Suíça, mas seu futebol - felizmente para os atleticanos - não vingou por lá. Foi para o Náutico e acabou no Moto Clube, do Maranhão, até chegar ao rubro-negro. Agora, o jogador explodiu: em apenas seis jogos marcou sete gols, média para deixar qualquer presidente de clube com a mão coçando.
Juntos, os oito artilheiros marcaram 48 gols pelas suas equipes. Cléber, do Coritiba, e Flávio, do Malutrom, lideram a artilharia do campeonato, com oito gols. Kléber, do Atlético, está encostado com sete. Logo atrás vêm Lucas, do Atlético; Washington e Ilan, do Paraná; Marcelo Tamandaré, do Malutrom; e Sinval do Coritiba, com cinco.Atacantes de Paraná, Coritiba, Atlético e Malutrom sonham com o título e a trajetória de Elber & Cia
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