Artilheiros fazem duelo à parte na final
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terça-feira, 06 de junho de 2000
Ed Carlos Rocha e Marcos Freitas De Curitiba 
Junto com a vontade de conquistar o título de campeão paranaense, dois jogadores vivem uma motivação especial para a decisão entre Coritiba e Atlético, que começa no domingo, às 18h30, no Couto Pereira. Os atacantes Marquinhos Cambalhota, do Coritiba, artilheiro do Estadual com 13 gols, e Lucas, do Atlético, vice-artilheiro, com 11 gols, não só brigam pela artilharia como também afirmam estar no melhor momento de suas carreiras. Além disso, ambos não conquistaram nenhum estadual e nem passaram por grandes times.
Lucas, 21 anos, que começou no Botafogo de Ribeirão Preto (SP) e está no Atlético desde 98, prefere ser modesto ao falar da busca pela liderança de gols. Conforme diz, as 11 vezes em que marcou já o deixaram satisfeito por um motivo, segundo ele, simples. Em nove jogos fiz 11 gols. Mesmo se não marcar nos dois jogos da decisão terei a média de um gol por jogo, o que é muito bom. Digo isso porque para mim o mais importante não é ser artilheiro e sim campeão.
O atacante atleticano relembra o Estadual de 98, quando o rubro-negro ganhou pela última vez, para reforçar que esse é o seu momento. Cheguei no Atlético próximo das finais de 98. Só que, como o Tuta e o Warley estavam bem, acabei não sendo inscrito a tempo para as finais. Aí o Tuta se machucou e a diretoria se arrependeu de não ter me inscrito. Perdi aquela chance de já disputar uma final, mas agora essa vai ser a minha final.
Para Lucas, uma conquista do Paranaense reforçaria em muito o seu currículo que, de destaque, conta com duas conquistas: a de campeão da Seletiva para a Libertadores no ano passado e o Pré-Olímpico pela Seleção Brasileira, no início do ano. O jogador se destaca é pelo currículo que tem na carreira. Com 21 anos já tenho dois títulos importantes e terei ainda mais destaque com a conquista do Paranaense.
De bem com a vida e ciente de que o pior já passou, Marquinhos Cambalhota acredita que vive seu melhor momento como profissional. Disputando sua primeira final de campeonato, o goleador das cambalhotas diz que vai entrar livre, leve e solto nas duas últimas partidas do Estadual. O pior já passou e agora é só pensar em conquistar o título, disse referindo-se às inúmeras crises que o Coritiba atravessou ao longo da competição. Trabalhamos muito para chegar até aqui e a hora é de buscar as recompensas de tanto esforço, diz, esperançoso. Estou contente por chegar à final no momento em que me encontro mais feliz profissionalmente.
Marquinhos chegou ao Coritiba em setembro de 99 como um desconhecido. Tinha jogado no Operário de Ponta Grossa e no ano passado atuou poucas vezes. No começo deste ano foi um dos destaques da equipe na Copa Sul-Minas, o que lhe rendeu a vaga no time titular. Natural de Rio Brilhante (MS), o jogador de 24 anos, 1,74 m de altura, 73 quilos e chuteiras 38, tenta mudar nas finais uma escrita que lhe persegue neste Campeonato Paranaense: ele ainda não fez gols em clássicos. Esta é a hora, na decisão é que se faz o grande artilheiro, diz.
No duelo particular com Lucas pela artilharia, Marquinhos se faz de modesto: Prefiro que ele (Lucas) seja o artilheiro e nós os campeões, disse. Segundo as previsões do jogador, nenhum dos dois terá espaço nas finais. Para ele, os dois jogos serão decididos nos detalhes. Ninguém vai dar espaço porque todos sabem que o Atlético tem um ataque rápido e o Coritiba eficiente, disse.


