Artilheiros da A2 têm nomes de personalidades
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quinta-feira, 04 de março de 1999
Por Brás Henrique 
Ribeirão Preto, 05 (AE) - Após cinco rodadas, os principais artilheiros da Série A2 destacam-se pelos gols e pelos nomes de personalidades. Os líderes na artilharia são Rui Barbosa, do Botafogo de Ribeirão Preto, e Roberto Carlos, do América de Rio Preto, ambos com 4 gols. Moisés (Francana), o velho Neto (Etti), Marquinhos Paraíba (Sãocarlense), Fabiano (Ponte Preta) e Wagner (Santo André) marcaram 3 cada. Alguns jogadores, no entanto, têm nomes ou apelidos exóticos, que contribuem para o folclore do interior.
O canhoto Rui Barbosa, de 25 anos, defendeu Belenenses e Beira-Mar e revela que foi em Portugal que começaram a chamá-lo pelos seus dois primeiros nomes. "Tinha muito Rui lá: Couto, Gregório, Barros...", explica ele, descartando que seus pais tenham homenageado o escritor baiano do século passado, que foi ministro da Fazenda logo após a implantação da República. "Eu apenas estudei sobre ele." O atacante marcou cinco gols (um pela Copa do Brasil) pelo Botafogo. "A intenção era levar o Botafogo à Série A1, mas agora vou brigar também pela artilharia", confessa.
Nascido em Goiânia, Rui Barbosa foi revelado pelo Vila Nova. Tem habilidade, boa visão de jogo e movimenta-se constantemente em campo para ajudar o time. Talvez por isso, Renato Gaúcho, com quem jogou no Fluminense há dois anos, não é mais seu ídolo. "Após conhecê-lo, tudo se apagou de minha mente. Agora me espelho em Ronaldinho e Bergkamp."
Roberto Carlos, o atacante do América, tem nome de cantor da Jovem Guarda. Veterano, ele não teve sucesso em times grandes como Botafogo do Rio e Inter gaúcho. No interior paulista, no entanto, deu sorte. Foi destaque do antigo Catanduvense, que chegou à elite paulista no final da década passada, e no ano passado foi o artilheiro da Francana. O atual técnico da equipe de Franca, Eli Carlos, que jogou ao lado de Alberto Leguelé (apelido curioso), no Flamengo, brinca com o nome de seu atacante. "Moisés é um nome bíblico e, assim como o profeta, vai tirar a Francana do Egito da A2 e levá-la à Terra Prometida da A1", sorri o irmão do meia Silas, ex-São Paulo.
Na A2, centenas de jogadores buscam o sucesso profissional, mas alguns certamente serão lembrados pelos apelidos ou nomes diferentes. Carlos Zara, do Etti, tem nome de ator e Julio Verne
do América, herdou o nome do escritor francês que escreveu Volta ao Mundo em 80 dias. Outros apelidos curiosos: Edson Pezinho, Senegal e Tabata (sobrenome japonês) e Buião, do Etti; Táxi, Bigu e Chuba, do São Caetano; Galego e Joarílson, da Francana; Sidirnei, Dadai, Choquito e Rosado, do Paraguaçuense; Júnior Tuchê, Alex Bala e Adílson Balinha, do Botafogo; Lau, Buiú e Donizeti Chapecó, do Mirassol; Chacon e Macula, do XV de Piracicaba; Foguinho, do Santo André; Tequila e Kel, do Noroeste; Nei Bala, do Bragantino; Kelé e Paraguaio, do Corinthians-PP; e Japinha, do Juventus.


