Artilheiro troca passarela pelo futebol
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quarta-feira, 03 de maio de 2006
Claudio Yuge<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Ele nasceu em Pato Branco e em seguida teve uma adolescência normal, em Coronel Vivida, no Sudoeste do Estado. Terminou os estudos no ensino médio enquanto dividia o tempo entre a carreira de modelo e as peladas com os amigos do colégio, onde ora era goleiro e ora era artilheiro. Hoje mora em Curitiba, joga no Atlético, onde tem uma promissora trajetória como centroavante e lidera a artilharia do Brasileirão, com 4 gols.
Pedro Oldoni jogava futsal e decidiu largar a vida de modelo para se aventurar nos campos de futebol, aos 18 anos. Fez testes em vários times, como o Paraná Clube, e acabou sendo aceito pelo Atlético. Em seguida, foi emprestado para o Cianorte, no ano passado, onde atuou pelo Paranaense. O bom currículo em 2005, credenciou o centroavante a voltar para o Rubro-Negro: na temporada passada, o artilheiro balançou as redes 39 vezes em 39 partidas, entre o Estadual, a Copa Tribuna, o Paranaense de Juniores e o Metropolitano.
Sua chance finalmente surgiu no time principal durante a passagem do técnico Lothar Matthaus pela Arena. Oldoni entrou na partida contra o ex-time, o Cianorte, e marcou duas vezes na goleada de 5 a 1. Na seqüência, o atacante voltou a ser opção no banco de reservas e, logo que começou o Brasileirão, brilhou novamente.
Foi o suficiente para seu nome ser reconhecido nacionalmente. E a fama repentina assusta um pouco o jogador, que não se deixa levar pelo momento para não deixar os gols de lado. Acho que tudo está acontecendo muito rápido. Mas eu sei que ainda tenho muito pra melhorar e estou trabalhando bastante para isso, afirmou o centroavante, que admite não ter muita habilidade para driblar e sim para finalizar.
Com o reconhecimento, a curta carreira de modelo ressurgiu em sua vida. Agora o pessoal voltou com isso. Mas isso foi há bastante tempo. Lido numa boa, disse Oldoni, que deixou as passarelas porque não conseguia conciliar moda e futebol devido a falta de tempo e hoje não quer ser conhecido apenas pela beleza. Beleza ajuda para muitas coisas, mas prefiro ser reconhecido pelo futebol, comentou.
A vida de uma pessoa de classe média, bem diferente do drama da maioria dos garotos tupiniquins que ganharam a vida no futebol, aliado à semelhança física, logo renderam comparações com o meia Kaká, armador do Milan e da seleção brasileira. Isso não chega a me deixar irritado, mas prefiro ser reconhecido pelo meu futebol, repetiu Oldoni.
Ele renovou seu vínculo com o Atlético até 2010 e agora quer comemorar o bom momento com uma vaga assegurada no ataque. O time vinha de uma fase ruim e agora melhoramos. Temos que continuar assim para darmos a volta por cima.


