Artilheiro reclama dos zagueiros atleticanos
Agência Folha
De Belo Horizonte
O atacante Guilherme saiu de campo se queixando das desatenções da defesa, que reduziram o impacto de seus três gols. Nosso time deu mole. Nunca poderíamos tomar aquele segundo gol, disse o artilheiro do Brasileiro-99.
O lateral-esquerdo Ronildo concordou com Guilherme. Houve desconcentração. O resultado poderia ser melhor para a gente. No segundo tempo, o artilheiro se cansou, como todo o time do Atlético-MG, e essa é a principal preocupação sobre o atacante foi poupado dos dois últimos treinos antes do jogo de ontem.
Nascido em São Paulo e criado em Marília, Guilherme vive a melhor fase da carreira. Ele teve passagens pelo São Paulo, Rayo Vallecano (Espanha), Grêmio e Vasco. O passe do jogador ainda pertence ao clube carioca, que o mantinha como reserva do agora corintiano Luizão. Acabou emprestado ao Atlético. Os dirigentes atleticanos querem comprar seu passe por US$ 2 milhões (exigência inicial do clube carioca), mas seu passe está valorizado com tantos gols neste Brasileiro.
A contusão do atacante Marques que saiu logo aos 17min do primeiro tempo, após sofrer falta de Luciano preocupou os membros da comissão técnica do Atlético. O atacante saiu chorando e foi direto para o vestiário, onde recebeu os primeiros atendimentos médicos. Marques sentiu uma contusão na musculatura posterior da coxa esquerda.
Essa mesma contusão deixou o atacante de fora do jogo em que o Atlético perdeu para o Vitória, na segunda partida da semifinal. Esse foi o único jogo que o time mineiro perdeu depois da fase de classificação do campeonato.
Ainda antes do intervalo, o médico do Atlético, Neilor Lasmar, disse que só hoje se pronunciará sobre as possibilidades de Marques jogar a segunda partida, no próximo domingo, em São Paulo. A saída do atacante caiu como uma ducha fria na torcida do Atlético, que estava eufórica desde o gol relâmpago de Guilherme. Mas dois gols do atacante, ainda no primeiro tempo, devolveram a euforia à torcida mineira.





