Artilheiro encontra seu oásis em Omã
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sábado, 14 de junho de 2008
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
De um quase ex-jogador para artilheiro e campeão nacional. Esse é Rodrigo, 28 anos, ex-atacante do Londrina, que retomou o gosto pelo futebol no longínquo Omã (confirma informações sobre o país ao lado). À beira de encerrar a carreira devido a contusões e à falta de oportunidades, quis o destino que o atacante fosse se dar bem no místico Oriente Médio.
Rodrigo embarcou para Omã com um único objetivo: recomeçar a carreira, prejudicada seriamente devido às seguidas lesões. ''Estava ciente que precisava dar um passo atrás para recomeçar, pois uma oportunidade em um time de médio para grande porte seria difícil'', afirmou o atacante.
Mas nem ele imaginava que a passagem por terras árabes seria tão boa a ponto de permanecer por lá. Os sete meses em que ficou em Omã, serviram para que o jogador retomasse a carreira, o bom futebol e, principalmente, a auto-estima. Os 11 gols em 17 jogos lhe renderam a artilharia do Campeonato Omani e ajudaram o time dele, o Al Aroubah, a conquistar o título nacional, que garantiu vaga na Arabian Cup, competição que reúne os clubes do Oriente Médio, e na Champions League Àsia. Renderam ainda mais, um contrato melhor com o Muscat Club, o time da capital de Omã.
Porém, foi por pouco que o atacante não teve nova decepção. Ele foi escalado fora de posição pelo treinador, que o colocava para jogar de volante. Sem conseguir render, certamente teria vida curta no time. ''Não estava conseguindo jogar. O futebol de lá é muita correria e força. Não dava tempo para pensar e eu não conseguia me adaptar. Foi então que pedi uma chance para jogar no ataque. O técnico me deu e comecei a fazer os gols'', contou.
Rodrigo não era o único brasileiro no País. Seu parceiro de ataque era o paranaense Ewerson Batata, curitibano de 26 anos revelado pelo J. Malucelli. A força do ataque brasileiro ficou ainda maior no caldeirão que era o Estádio do Al Aroubah. Os torcedores lotavam os cerca de 10 mil lugares e apoiavam muito o time da pequena Sur, no litoral omani, cidade de pouco mais de 50 mil habitantes.
''Era uma loucura nas ruas. As crianças corriam atrás da gente, tiravam foto. Éramos ídolos lá, coisa que nunca pensei que fosse sentir de novo. Os torcedores nos davam presentes, alguns até enfiavam dinheiro no nosso bolso'', revelou em tom emocionado Rodrigo. ''A população de lá é apaixonada por brasileiros e argentinos''.
Recomeço
Rodrigo nasceu em Fátima do Sul, no Mato Grosso do Sul, mas foi revelado pelo Londrina. Passou por Atlético Paranaense, Guaratinguetá, Figueirense, União Bandeirante e Nacional de Rolândia. Porém, as contusões marcaram a carreira do atacante. A última delas, o deixou um ano fora de ação, justamente antes de embarcar para Omã.
Nesse período de inatividade, ele diz que aprendeu a entender o mundo do futebol e suas armadilhas. ''Quando a gente está na pior, ninguém te dá a mão'', desabafou. Para tentar manter a forma, treinava físicamente na Portuguesa Londrinense. ''Só tenho a agradecer ao Amarildo (Vieira Martins, presidente da Lusinha). Ele abriu as portas para que voltasse a ser jogador profissional'', contou.


