ARTILHEIRO 24 HORAS
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 08 de abril de 2013
FELLIPE LUCENA<br> [email protected]<br> Em CAMPINAS (SP) 

Palmeiras está classificado para as quartas do Paulistão. Para isso, foram precisos 17 jogos, sendo que muitos são dignos de esquecimento. Mas os 2 a 1 sobre a até então invicta Ponte Preta serão lembrados pela raça do time misto e pelo .cala a boca. De Kleina à torcida no Moisés Lucarelli, personificado por Leandro.
O atacante é um exemplo de vontade. Ele foi a campo um dia depois jogar pela Seleção Brasileira, em Santa Cruz de la Sierra. Charles é outro, já que seria um dos poupados para o duelo contra o Libertad (PAR), quinta, pela Libertadores, mas pediu para participar do triunfo que começou ainda antes do jogo.
De volta ao estádio da Ponte pela primeira vez desde que deixou o clube, Kleina foi chamado de mercenário. Já prevendo que seria hostilizado, esperou a equipe da casa entrar em campo para sair do vestiário. Dessa forma, viu as vaias serem abafadas pelos aplausos ao time.
O Verdão entrou tranquilo e logo abriu a contagem.Wendel, improvisado na direita, cruzou para Tiago Real marcar de cabeça em seu primeiro jogo como titular no ano.
A Ponte cresceu, principalmente com as jogadas do ex-corintiano Cachito Ramírez no meio de campo. Apesar da disciplina tática dos visitantes, o gol de empate veio ainda no primeiro tempo, com o peruano.
Na etapa final, Gilson Kleina sentiu-se obrigado a poupar mais atletas. Caio saiu no intervalo, para a entrada de Vinícius, e Charles cedeu espaço depois para Souza. Essas alterações, mais a entrada de Ronny no lugar de Tiago Real, esquentaram o jogo, que estava arrastado. Souza deu mais dinâmica ao meio e Vinícius passou para Leandro decidir.
O clima ficou tenso. A Ponte martelou, não empatou e ainda perdeu Cléber, expulso após entrevero com Ronny. Nas arquibancadas, a torcida mandante se revoltou contra a arbitragem. A visitante saiu feliz, ao menos até quinta. A crise passa longe.



