Artilharia traz celebridade a Josiel
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segunda-feira, 28 de maio de 2007
Luciano Balarotti<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Artilheiro isolado do Campeonato Brasileiro com cinco gols, o atacante Josiel não imaginava viver tão cedo um dia de estrela no futebol nacional. Depois do sucesso no Rio Grande do Sul, e de alguns momentos de brilho jogando o Paranaense e a Libertadores pelo Paraná Clube, os dois gols marcados na emocionante vitória sobre o Cruzeiro tornaram o atleta de 26 anos conhecido em todo o País.
Nada que tenha modificado seu estilo tranquilo e até alguma timidez ao falar de seus feitos. Escaldado por não ter cumprido a promessa de lutar pela artilharia do Estadual - além de ser poupado para os jogos da Libertadores, sofreu com contusão que o deixou três semanas longe da equipe -, Josiel admite estar na briga pelo posto no Nacional, mas prefere sonhar em levar o Paraná à uma boa campanha. ''É um momento especial, um começo de campeonato além do esperado, com a liderança da artilharia e também do Brasileiro. Meu pensamento é fazer o maior número de gols possível, até para que a equipe fique numa boa posição'', afirma o atleta, que depois de sair na frente, terminou o Paranaense apenas no oitavo posto na lista de artilheiros, com oito gols marcados.
Vivendo experiência inédita em sua carreira, traçada principalmente no futebol gaúcho, Josiel tem total consciência da dimensão de seu feito nas três primeiras rodadas do Brasileiro. ''Lá no Sul eu sempre marquei muitos gols e lutei pela artilharia em todos os campeonatos. Tanto que em 2005 fui artilheiro da Segunda Divisão do Campeonato Gaúcho, com 21 gols em 19 jogos. Mas nada que se compare à liderança da artilharia da Série A do Brasileiro'', complementa.
O bom desempenho neste começo do campeonato se assemelha ao que viveu na chegada ao Tricolor, quando compôs um respeitável trio ofensivo ao lado de Dinélson e Henrique, que já deixaram o clube. Mas o brilho inicial acabou ofuscado pela queda de rendimento depois da contusão. ''As críticas que recebi fazem parte da profissão. Eu vinha num ritmo bom, junto com toda a equipe, mas daí veio a contusão e tive algumas dificuldades. Mas isso passou e o time embalou novamente'', diz.
A reação da equipe não foi abalada mesmo com a troca do comando técnico. ''Não mudou muita coisa até porque foi apenas uma semana de trabalho. O Pintado tem um estilo mais agitado do que o Zetti, mas é algo que não interfere no trabalho. É apenas uma questão de estilo e eu estou acostumado, até porque lá no Sul a coisa muitas vezes se decide mais na base o grito. E todo o grupo segue trabalhando com a mesma dedicação de sempre'', conclui o artilheiro, já pensando em vôos mais altos no Brasileiro.


