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segunda-feira, 11 de maio de 2015
BRUNO GROSSI<br>[email protected] 
Domingo de Dia das Mães: abandoná-las ou levá-las para o frio e chuvoso Morumbi ontem foi ato de bravura para os torcedores de São Paulo e Flamengo. Mas para que a coragem não se transformasse em inconsequência era preciso mostrar mais do que o futebol burocrático do primeiro tempo na abertura do Campeonato Brasileiro. E os tricolores, que ousaram, saíram perdoados com a vitória por 2 a 1. Principalmente Alexandre Pato, que pôde observar do banco de reservas o que andava errado.
Na etapa inicial, os são-paulinos já se esforçavam pelos melhores presentes. Rodrigo Caio, filho de Edlene, e Wesley, filho de Amélia, foram os que mais tentaram dar brilho ao marasmo que se apresentava. E quando Luis Fabiano, de Dona Sandra, armou voleio na entrada da área, a defesa atirou-se para estragar a festa.
Do lado carioca, Vanderlei Luxemburgo, que completou 63 anos, conseguiu dar mais fôlego e força a seu time na etapa final com a variação tática do 4-4-2 para o 4-3-3 e viu Everton, Gabriel e Marcelo Cirino enlouquecerem os defensores sãopaulinos. A velocidade pura dos rubro- negros só foi freada pela tarde inspirada de Rogério Ceni, filho de Hertha, de quem sempre lembra com carinho e saudade.
Se a maior bandeira da história do São Paulo segurava as pontas mesmo em saídas atrapalhadas dele e de seus zagueiros para conter o ataque flamenguista, era preciso que alguém na frente também se apresentasse. Para isso, Milton Cruz, filho de Herondina, deixou Roseli feliz e lançou Pato na vaga do promissor Boschilia (acredita, Dona Matilde!).
Bastaram dois toques na bola para o camisa 11 deixar as mães sãopaulinas com largos sorrisos. No primeiro, encontrou Wesley, que fez Jonas parecer invisível, e acertou linda enfiada pelo alto para Luis Fabiano dividir com Paulo Victor e abrir o placar. A bela jogada já poderia compensar o jogo lento de ontem, mas Pato não ficou satisfeito. Quis tabelar de novo, então com Ganso, e recebeu do filho de Creusa um passe açucarado antes de marcar com classe.
Pior para o ótimo Paulo Victor, que já havia evitado o pior em duas ocasiões, e todas as mães rubro-negras, que ao menos puderam sorrir um pouco com o pênalti convertido por Everton (filho do vento?) após Marcelo de Lima Henrique ver mão de Ganso em cobrança de escanteio já aos 41 minutos do 2º tempo.








