Domingo de Dia das Mães: abandoná-las ou levá-las para o frio e chuvoso Morumbi ontem foi ato de bravura para os torcedores de São Paulo e Flamengo. Mas para que a coragem não se transformasse em inconsequência era preciso mostrar mais do que o futebol burocrático do primeiro tempo na abertura do Campeonato Brasileiro. E os tricolores, que ousaram, saíram perdoados com a vitória por 2 a 1. Principalmente Alexandre Pato, que pôde observar do banco de reservas o que andava errado.
Na etapa inicial, os são-paulinos já se esforçavam pelos melhores presentes. Rodrigo Caio, filho de Edlene, e Wesley, filho de Amélia, foram os que mais tentaram dar brilho ao marasmo que se apresentava. E quando Luis Fabiano, de Dona Sandra, armou voleio na entrada da área, a defesa atirou-se para estragar a festa.
Do lado carioca, Vanderlei Luxemburgo, que completou 63 anos, conseguiu dar mais fôlego e força a seu time na etapa final com a variação tática do 4-4-2 para o 4-3-3 e viu Everton, Gabriel e Marcelo Cirino enlouquecerem os defensores sãopaulinos. A velocidade pura dos rubro- negros só foi freada pela tarde inspirada de Rogério Ceni, filho de Hertha, de quem sempre lembra com carinho e saudade.
Se a maior bandeira da história do São Paulo segurava as pontas mesmo em saídas atrapalhadas dele e de seus zagueiros para conter o ataque flamenguista, era preciso que alguém na frente também se apresentasse. Para isso, Milton Cruz, filho de Herondina, deixou Roseli feliz e lançou Pato na vaga do promissor Boschilia (acredita, Dona Matilde!).
Bastaram dois toques na bola para o camisa 11 deixar as mães sãopaulinas com largos sorrisos. No primeiro, encontrou Wesley, que fez Jonas parecer invisível, e acertou linda enfiada pelo alto para Luis Fabiano dividir com Paulo Victor e abrir o placar. A bela jogada já poderia compensar o jogo lento de ontem, mas Pato não ficou satisfeito. Quis tabelar de novo, então com Ganso, e recebeu do filho de Creusa um passe açucarado antes de marcar com classe.
Pior para o ótimo Paulo Victor, que já havia evitado o pior em duas ocasiões, e todas as mães rubro-negras, que ao menos puderam sorrir um pouco com o pênalti convertido por Everton (filho do vento?) após Marcelo de Lima Henrique ver mão de Ganso em cobrança de escanteio já aos 41 minutos do 2º tempo.

Imagem ilustrativa da imagem ARTILHARIA TITULAR
Imagem ilustrativa da imagem ARTILHARIA TITULAR
Imagem ilustrativa da imagem ARTILHARIA TITULAR
Imagem ilustrativa da imagem ARTILHARIA TITULAR
Imagem ilustrativa da imagem ARTILHARIA TITULAR
Imagem ilustrativa da imagem ARTILHARIA TITULAR
mockup