ARTES MARCIAIS - Pra cima deles, tubarões
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segunda-feira, 26 de outubro de 2015
Lucio Flávio Cruz<br> Reportagem Local 
Os londrinenses Guilherme Belarmino e Alessandro Campos, o DaLua, já estão em Belgrado, na Sérvia, onde amanhã começam a disputar o Campeonato Mundial de Kickboxing, que se estende até o dia 1º de novembro. A delegação brasileira terá 16 atletas, sendo sete do Paraná, o estado com mais integrantes. Guilherme e DaLua competem pelo Londrina Esporte Clube.
O Mundial vai reunir os melhores atletas amadores do mundo em 44 categorias, divididas entre homens e mulheres. Os grandes favoritos são lutadores de países europeus como Rússia, Turquia, Sérvia, Croácia e Bielorrússia.
"Nunca estive tão bem preparado, tanto física quanto psicologicamente. O objetivo é ficar entre os três primeiros", revelou Belarmino, que compete na modalidade Low Kick, até 75 quilos. Nunca um brasileiro conquistou um título mundial de kickboxing.
Aos 32 anos, Guilherme disputa seu primeiro mundial, mas já acumula experiência em três pan-americanos, onde foi campeão em 2014, e um sul-americano. A vaga para o mundial foi conquistada depois do segundo lugar no Campeonato Brasileiro. "Competi na categoria até 71 quilos e recebi um convite da Confederação Brasileira para entrar nesta atual categoria. É até bom, porque assim não preciso perder tanto peso". Nesta categoria, 22 atletas se inscreveram na competição.
Já DaLua disputou o Mundial de 2013, no Brasil, e foi eliminado na segunda luta. Cada combate é disputado em três rounds de dois minutos e é eliminatório. A programação prevê uma luta por dia até a final. DaLua compete na K1 Rules até 67 quilos e vai enfrentar outros 12 concorrentes. "A K1 é mais agressiva, enquanto que a Low Kick é mais técnica", ensinou. Na prática, na Low Kick não se permite o uso do joelho para golpear e proíbe os chutes abaixo da linha do joelho.
"Com 31 anos, você já consegue ter uma outra visão sobre a disputa e chega menos ansioso. Fiz uma ótima preparação, a parte física está em dia e estou praticamente no peso ideal", ressaltou. Aliás, o peso é sempre uma dor de cabeça para qualquer atleta de lutas marciais. "Como você tem luta todo dia não dá para abusar muito e correr o risco de colocar toda uma preparação por água abaixo. Outra situação, é a temperatura lá, que estará bem mais baixa que a nossa", explicou o treinador dos lutadores, Júnior Vidal. "Eles levaram muito a sério a preparação. O DaLua vem de uma sequência de lutas de MMA e o Guilherme recentemente disputou os Jogos Abertos. Eles chegam bem preparados e a expectativa é boa".
Apesar da confiança em fazer um bom papel, Belarmino lamenta a falta de incentivo no Brasil e a diferença de estrutura em outros países. "Estamos ainda muito atrás em todos os quesitos. Apesar de ser um esporte amador, na Europa, os atletas são profissionais e possuem toda uma estrutura de seleção, como centro de treinamento e apoio de profissionais multidisciplinares", frisou.


